Léo Costa: “ o primeiro semestre de 2014 foi o melhor da minha vida”
Já no segundo semestre, o jogador foi rebaixado com a Portuguesa


Léo Costa tem contrato até o fim de 2015 com a Portuguesa
Rodrigo Ribeiro/Meon
O joseense e jogador de futebol Léo Costa, artilheiro e eleito Craque do Paulistão de 2014, atuando pelo Rio Claro, está de férias em São José dos Campos e assim como outros jogadores da cidade, conversou com a equipe do Meon e falou sobre a temporada deste ano e planejamento para 2015. O atleta viveu momentos completamente distintos em 2014.
“O primeiro semestre este ano foi o melhor da minha vida e carreira, já o segundo foi pra esquecer e serviu como aprendizagem”, conta Léo, que no segundo semestre deste ano se transferiu para o Vitória, da Bahia, e em seguida para a Portuguesa, ambas foram rebaixadas no Brasileirão, o time baiano foi para a Série B e a Lusa para a Série C.
“Não digo que fiz a escolha errada, mas serve pra pensar melhor na próxima ocasião. Eu poderia até ter ficado no Vitória, talvez com a volta do técnico Ney Franco -ele que tinha me levado pra lá- eu poderia ter uma segunda chance. Mas a gente nunca sabe né, são escolhas que fazemos”, diz Léo, que confessa uma promessa feita na virada do ano de 2013 para 2014.
“No ano passado, na virada do ano, eu estava conversando com o meu cunhado que a minha meta pelo menos no paulista era fazer quatro ou cinco gols em oito jogos, pra eu tentar uma coisa boa no segundo semestre. Acabou que em 12 jogos eu fiz nove gols. A partir daí apareceu alguns times”, revela.
“Mas eu acabei optando pelo Vitória porque no ano passado o time tinha ido muito bem no Brasileiro, terminando em quinto e tinha mantido mais ou menos o mesmo elenco. Mas quando cheguei lá esse ano estava tudo diferente, as coisas não estavam se encaixando, o time já tinha sido eliminado do estadual, da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil, o que gerou muita pressão”, conta.
Segundo o próprio jogador, sua atuação no Vitória não foi das melhores e um jogo contra o Corinthians foi decisivo para seu afastamento da equipe principal. “Me colocaram no jogo contra o Corinthians e eu não fui um dos melhores, mas também não fui um dos piores. Depois desse jogo, eles começaram a me deixar de lado para treinar, nem no time reserva treinava, ás vezes treinava, ás vezes não, e isso pro jogador é ruim, você se sente inválido, foi aí que eu decidi que não dava pra ficar lá e acabei entrando em acordo com eles pra ir embora”, diz.
Em seguida, o jogador recebeu algumas propostas, mas decidiu ir para a Lusa. “Apareceram alguns clubes, mas pela Portuguesa ser de São Paulo e eu já conhecer o time acabei optando pela equipe. Quando cheguei o time estava na zona do rebaixamento, mas acreditava que dava pra sair. Mas cheguei lá e estava tudo desorganizado e acabou que a gente não conseguiu ajudar o time a se livrar do rebaixamento”, conta.
“Tenho contrato com a Portuguesa até o fim de 2015, mas eu não sei se vou ficar lá, estou a três meses lá e não recebi um real até hoje –a entrevista ao Meon aconteceu no dia 12 de dezembro. A maioria dos clubes brasileiros está assim, eu tenho um acordo com o Vitória também e não recebi ainda, futebol brasileiro está “fogo””,diz Léo.
O jogador acha difícil permanecer na Portuguesa, mas ainda aguarda por uma decisão do clube. “Não posso falar que quero sair de lá sem saber o que eles querem também. Até agora os caras não deram um posicionamento, não contrataram treinador, não sabem que são os jogadores que vão ficar. Meu empresário andou conversando com eles e tem outros clubes interessados também e eu estou esperando. Tem alguns clubes de São Paulo, da primeira divisão do paulista, e de outros estados também”, conta.
“A princípio quero fazer o mesmo paulista que eu fiz e se possível melhor, para no segundo semestre ter um sequencia, ir para um clube que dê uma sequencia, nem que seja da Série B. Antes de ir pro Vitória, por exemplo, eu tive proposta do Joinville, Ceará, e o Joinville foi um clube que desde o começo do campeonato brigou pra subir e vários jogadores falam que lá é bom, paga em dia. Mas não tem como adivinhar né, são escolhas, por isso que eu falei não sei se fiz a escolha certa ou errada, mas foi a minha escolha”, conclui Léo.
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