Reforma da área do Teatrão, em São José, custará R$ 30 milhões até 2017

Foi apresentado no fim da tarde desta quarta-feira (28) o projeto de revitalização de parte da área do Teatrão, sede do São José Esporte Clube, equipe de futebol de São José dos Campos, na Vila Industrial, zona lesta da cidade.

Escrito por: Thiago Fadini5 min de leitura
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Carlinhos Almeida apresentou o plano de revitalização, no Teatrão

Thiago Fadini/Meon

Foi apresentado no fim da tarde desta quarta-feira (28) o projeto de revitalização de parte da área do Teatrão, sede do São José Esporte Clube, equipe de futebol de São José dos Campos, na Vila Industrial, zona lesta da cidade.

A apresentação foi feita pelo prefeito Carlinhos Almeida em cerimônia na parte externa do ginásio. A estimativa da prefeitura é que as obras custem R$ 30 milhões e devam ser concluídas até abril de 2017.

“Não é um número definitivo por dois motivos. O primeiro é porque não temos o projeto executivo ainda, é uma estimativa. O segundo motivo é porque se trata de uma reforma, que sempre é uma caixinha de surpresas”, disse o prefeito, sobre o valor da reforma.

A primeira etapa do projeto de revitalização, que inclui a limpeza, avaliação estrutural, aterramento das piscinas e construção de uma pista de caminhada, área de convivência, de um Centro Integrado de Educação, herbário e observatório deve ser finalizada até o meio do ano que vem. A casa noturna Casablanca, que estava dentro do complexo, foi demolida.

“Nesse momento estamos tomando posse da área e fazendo a limpeza da área. Estamos recuperando esse espaço. Já estamos fazendo uma avaliação de engenharia da situação do Teatrão, analisando toda a parte estrutural. Já temos um projeto desenvolvido e ele vai se transformar em plantas, que são os projetos executivos, para que possamos iniciar as obras em três etapas”, falou Carlinhos Almeida.

A segunda etapa consistirá na instalação de uma creche de período integral, com capacidade de receber 200 crianças de 0-3 anos, e na conclusão do acabamento externo do Teatrão deverá ser entregue até dezembro de 2016. A última fase, que inclui o acabamento interno do ginásio, tem conclusão prevista para abril de 2017.

Ginásio x Arena
O ginásio do Teatrão terá toda a estrutura reformada, mas a arquitetura será preservada. A única mudança mais efetiva será no telhado, que deixará de ser translúcido.

Segundo Carlinhos Almeida, o espaço será destinado prioritariamente para projetos da rede pública de ensino, mas garantiu que as equipes profissionais do São José Basketball e São José Vôlei poderão usar o espaço, com exceção do São José Futsal.

“O uso principal será para a educação, atividades escolares e campeonatos. Poderão ocorrer outras atividades aqui, inclusive jogos de basquete e de vôlei. Futsal já não dá, porque é um projeto antigo que vamos ter que remodelar seguindo normas do Corpo de Bombeiros, de engenharia e das próprias federações do tamanho da quadra”, explicou.

Ainda segundo o chefe do executivo, para utilizar o Teatrão, as equipes terão que destinar parte da renda dos jogos de quaisquer competições que disputem ao Fundo Municipal de Educação, previsto no Plano Municipal de Educação que deve ser encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores ainda neste ano.

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Área de casa noturna dentro do complexo foi demolida

Thiago Fadini/Meon

Questionado sobre a necessidade de uma arena que tenha capacidade de receber finais de torneios nacionais, como o do Novo Basquete Brasil, que exige arquibancadas para, no mínimo, cinco mil pessoas, por exemplo, o prefeito disse acreditar que o Teatrão suprirá essa necessidade para as equipes esportivas profissionais do município.

“No caso do basquete e do vôlei soluciona essa questão. Não sabemos qual será a sua capacidade, que inicialmente foi projetada para 5.500 pessoas, mas já sabemos que, seguindo as novas normas de segurança, não teremos essa capacidade. Mas achamos que será possível chegar perto disso. A meta é chegar a 5 mil pessoas”, comentou.

O prefeito ainda respondeu à questão relacionada à Arena de Esportes, na zona oeste da cidade, que teve as obras iniciadas em agosto de 2011. A primeira previsão de entrega foi em agosto de 2012, com gasto inicial de R$ 33 milhões. Deste então, os trabalhos foram paralisados por conta irregularidades no contrato com a empresa contratada para a obra.

“A obra da Arena ainda aguarda aquela pendência jurídica que esperamos que se resolva até o início do ano que vem para que a gente possa retomar lá também. Assim que tivermos a liberação jurídica, nós vamos estudar se nós prosseguimos com aquele projeto ou se adaptamos”, disse Carlinhos Almeida.

UBS
No projeto inicial, apresentado ainda em 2014, a revitalização da área do Teatrão incluía a construção de uma UBS (Unidade Básica de Sáude). No entanto, a unidade não será mais construída, ao menos até 2017. A justificativa é a de que o a população da Vila Industrial e o entorno já são antendidos pelas UBS’s da Vila Tatetuba e Vila Tesouro.

“O espaço da UBS é próximo da onde funcionava o Casablanca. O espaço está reservado, mas essa obra não está projetada dentro desse intervalo. Como uma UBS era muito ruim, nós buscamos um outro prédio com uma qualidade muito melhor, que era privado, alugamos o prédio e a população está sendo bem atendida. Aquela urgência que tínhamos quando era no prédio antigo já não temos hoje. Então não há pressa na UBS”, justificou o prefeito Carlinhos Almeida.

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Parque aquático, que estava abandonado, deixará de existir

Thiago Fadini/Meon

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