Critérios para compra de imóveis mudam no Brasil e priorizam qualidade de vida
Consumidor está mais exigente e valoriza rotina, bem-estar e funcionalidade na hora de escolher um imóvel

O comportamento do comprador de imóveis no Brasil passa por uma transformação significativa, com mudanças que vão além do perfil demográfico e impactam diretamente os critérios de decisão. Dados do estudo “Moradia do Amanhã – Compra”, do DataZAP, apontam um consumidor mais exigente, informado e atento à qualidade de vida.
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Segundo o levantamento, o perfil predominante é formado por homens de cerca de 47 anos, pertencentes à classe B e que vivem com a família. Apesar disso, o estudo também indica uma diversificação crescente, com a presença de compradores mais jovens e conectados. A intenção de compra também segue relevante: 41% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos, enquanto 80% ainda consideram essencial visitar o estande antes de fechar negócio.
Embora fatores tradicionais como localização e segurança continuem importantes, novos atributos ganham protagonismo. Sustentabilidade, mobilidade, áreas verdes, acessibilidade e opções de lazer aparecem como diferenciais cada vez mais valorizados, refletindo a busca por bem-estar e melhor rotina no dia a dia.
O setor imobiliário acompanha esse movimento em um cenário positivo. Indicadores como o ABRAINC-Fipe mostram crescimento consistente, enquanto levantamento da Brain Inteligência Estratégica em parceria com o GRI Club revela que 78% das lideranças do setor esperam desempenho ainda melhor nos próximos 12 meses.
Especialistas apontam que o consumidor atual está mais racional, mas sem deixar de lado o fator emocional. A decisão de compra passa a equilibrar pesquisa, comparação e identificação com o projeto. Nesse contexto, o preço perde protagonismo como critério principal e passa a atuar mais como um validador da escolha.
A qualidade de vida, por sua vez, assume o centro da decisão. Aspectos como mobilidade, proximidade de serviços e impacto na dinâmica familiar são determinantes. Empreendimentos que oferecem conforto, praticidade e eficiência no cotidiano tendem a se destacar.
Outro ponto relevante é a funcionalidade dos imóveis. Plantas bem distribuídas, uso inteligente dos espaços, iluminação e ventilação natural, além de conforto térmico e acústico, estão entre os itens mais valorizados. As áreas comuns continuam importantes, mas com foco no uso real, deixando de lado estruturas consideradas excessivas.
Diante desse novo cenário, incorporadoras e construtoras passam a adaptar estratégias, reforçando a importância da reputação, da proposta de valor e da experiência do cliente. A casa, antes vista principalmente como um bem patrimonial, passa a ser encarada cada vez mais como uma escolha de vida alinhada ao estilo e às necessidades do morador.
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