300 – A Ascensão do Império
O filme “300” se tornou uma pérola do cinema moderno. Uma adaptação dos quadrinhos de Frank Miller sobre a batalha de Termópilas, trás um plano de fundo histórico em conjunto com as lutas sangrentas que tornaram o filme tão famoso. O Rei de Esparta, interpretado grandiosamente e sem exageros por Gerard Butler, fez com que muitos adorassem Léonidas e a sua tão clássica frase “Isto é Esparta!”. Infelizmente, “300 – A Ascensão do Império” não conseguiu acompanhar seu antecessor.


Themistocles (Sullivan Stapleton), o personagem principal do filme
Divulgação
O filme “300” se tornou uma pérola do cinema moderno. Uma adaptação dos quadrinhos de Frank Miller sobre a batalha de Termópilas, trás um plano de fundo histórico em conjunto com as lutas sangrentas que tornaram o filme tão famoso. O Rei de Esparta, interpretado grandiosamente e sem exageros por Gerard Butler, fez com que muitos adorassem Léonidas e a sua tão clássica frase “Isto é Esparta!”. Infelizmente, “300 – A Ascensão do Império” não conseguiu acompanhar seu antecessor.
Ao critério de efeitos especiais, o diretor Noam Murro e sua equipe conseguiram cumprir com as expectativas que se estabeleceram com o primeiro filme. Gostei muito dos cenários à moda dos quadrinhos, aquele céu alterado, o mar agitado e as construções clássicas (crédito ao diretor de fotografia Simon Duggan). As fantasias dos personagens e as estratégias navais foram muito bem planejadas e realmente impressionaram. O diretor não escolheu poupar os banhos de sangue, para a felicidade dos fãs de Miller. A única coisa que me aborreceu um pouco foi o recurso do “slow-motion”, compensado, porém, pela coreografia de batalha.
Themistocles (Sullivan Stapleton), o personagem principal, não conseguiu me convencer. Tudo que saia de sua boca soava para mim como falas preparadas e enjoativas. Não havia diálogo algum e tudo -qualquer palavra se quer- me parecia discursos de pré-batalha, envolvendo espadas e morte. Seriam belos balões de HQ, mas não funcionaram para o cinema.

Eva Green (Artemisia) e Rodrigo Santoro (Xerxes)
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As expectativas que a determinação de Butler estabeleceu foram altas demais. A grande atuação foi de Eva Green (Artemisia), que carregou o filme nas costas com a sua loucura furiosa, simplesmente tornando o filme interessante. A participação marcante do brasileiro Rodrigo Santoro como Deus-Rei foi deixada para o primeiro filme, sendo o foco em Artemisia, sua mão direita.
Sendo focado apenas para batalhas, ele se tornou cansativo e monótono. Com o pobre roteiro, tudo ficou confuso. Em um dado momento, era quase que impossível distinguir entre os gregos e os espartanos por causa da bagunça cultural que fizeram entre os dois povos (mesmo sabendo que eram os gregos que lutavam contra os persas, eles se pareciam demais, em todos os aspectos, com os guerreiros de Esparta).
“300 – A Ascensão do Império” não é uma aula de história, mas sim a incorporação de tudo que querem ver hoje em dia no cinema: violência, sangue, sexualidade e guerra. Se você quer sair de casa para ver um monte de caras fortões e digitalizados, esse é o filme para você. Para mim, não funcionou muito. O filme estreou dia 7 de março nos cinemas.
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