A pandemia e o estudo à distância

Tranquilidade em estudar no conforto de casa e indignação pela falta de recursos: modalidade EAD divide opiniões dos estudantes

Escrito por: Gabriel Ferreira dos Santos2 min de leitura
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Atualmente estamos vivendo um momento muito complicado, com todos os problemas causados pela pandemia, pessoas ficando tanto desempregadas quanto endividadas, famílias passando por grandes dificuldades e muitas pessoas sem conseguir se adaptar à quarentena.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas durante esse período é o EAD (ensino à distância). A modalidade divide opiniões entre milhões de estudantes pelo Brasil inteiro por muitos motivos, desde a tranquilidade em poder estudar no conforto de casa até a indignação pela falta de recursos.

Encontrando dificuldades ou facilidades nesse modo de ensino, os alunos do estado têm utilizado plataformas digitais para acessarem suas atividades e aulas.

Até o momento, a única exceção foi a prova do governo conhecida como AAP (Avaliação de Aprendizagem em Processo), que teve como instruções para retirada e entrega, uma espécie de cronograma onde o aluno deve ir até a escola no horário designado à sua turma, com o intuito de evitar aglomerações.

É inegável que mesmo com todas as críticas, as plataformas online facilitam no quesito praticidade, ainda que os alunos só consigam cumprir com seus prazos abusando do esforço e concentração.

Vale citar também, outros pontos positivos que vieram junto ao EAD, como a abertura de um plantão de dúvidas e o auxílio de muitos professores nas realizações das atividades enviadas pelos mesmos.

Ficando do outro lado da moeda, a real causa da revolta, inclusive usando de exemplo toda a discussão que o ENEM vem gerando, é “simplesmente” o fato de que uma quantidade expressiva de alunos não tem acesso a nem metade desses recursos.

Transformando essa informação em números temos um em cada quatro brasileiros sem sequer acesso à internet. 45 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018; este número corresponde a 25,3% da população.

O que concluímos disso é que assim como muitos alunos estão sendo de certa forma beneficiados, muitos estão sendo mais que prejudicados e isso não é nem de longe o cenário ideal para nosso país.

Com supervisão de Nicole Almeida. 

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Gabriel Ferreira dos Santos
Gabriel Ferreira dos Santos

Aluno do 2° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Joaquim Andrade Meirelles, em São José dos Campos

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