Abandono e resgate de animais
Confira o relato do resgate de quatro gatinhos

Em tempos de pandemia o isolamento social tem sido uma das maiores dificuldades. E nada melhor para fazer companhia do que os melhores amigos do homem, os animais domésticos. Parece perfeito, não é? Mas, nem tudo é o que parece!
De acordo com a Agência Brasil, com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que cerca de 30 milhões de cães e gatos, só no Brasil, estejam abandonados em situação de rua.
Ao adotar um bichinho você se compromete com uma vida: cuidar, alimentar, dar carinho. As responsabilidades aumentam, assim como os gastos, e atualmente o desemprego infelizmente tem prejudicado muitas famílias que usam isso como pretexto para o abandono. Assim como o medo da transmissão da Covid-19 por meio dos animais, entre outros.
A questão é que não importa o motivo, abandonar animais é crime segundo a nova lei n° 14.064/20 que aumenta a pena para até cinco anos para crimes de maus-tratos a cães e gatos. A seguir, confira o relato da Vanuza, moradora do bairro Vista Alegre em Guaratinguetá:
“No dia 14 de outubro de 2020, abandonaram quatro gatinhos recém nascidos na minha rua, eles estavam em uma caixa de papelão. Ao passar na rua ouvi miados e choros, logo avistei a caixa com quatro lindos gatos recém nascidos. Deviam ter uma semana de vida só, não abriam os olhos e não sabiam andar, ficar em pé, não tinha equilíbrio em seus corpos”.
Eram três lindas fêmeas e um macho, resgatamos e levamos pra nossa casa. E assim dispostos a salvar a vida desses inocentes que foram cruelmente abandonados, depositamos todo nosso amor em cada um deles”, afirma Vanuza.
São raras as situações em que as pessoas se disponibilizam a cuidar desses animais. E em muitos casos os filhotes não resistem caso haja uma separação da mãe, como prossegue Vanuza: “depois de uma semana o melhor dos gatinhos não resistiu a ausência de sua mãe, sentiu muito a separação, fizemos o possível, mas não aguentou”.
A adoção é uma grande decisão, da qual devemos nos informar e pesquisar. Não é simplesmente adotar um bichinho, é trazer um novo membro a família, como assim conclui Vanuza: “Passando 15 dias depois eles já sabiam usar a caixinha de areia sozinhos, já sabiam andar em postura, já aprontando, brincando. Ficaram duas fêmeas e um macho e fomos cuidando com todo nosso amor”.
“Hoje, com oito meses de vida, estão super felizes em seus lares onde são muito amados. Agradeço a Deus por ter me ajudado, dado sabedoria e ter conseguido salvar a vida deles”.

Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Grupo Meon.
EMEFI Profa Elvira Maria Giannico, Guará
