Ana
Poema produzido por aluna do Colégio Univap

Ana está devastada
A beleza do seu olhar está ocultada
Olhando ao redor é só desgraça
pessoas morrendo e ela sem casa.
O ciclone devastou tudo e agora não restou nada.
Sozinha, sem rumo, morando de favor
“Ah! Até onde vai essa dor?”
Analisando o cotidiano em meio a uma pandemia
Não vê mais sentido, sofre de paralisia
A angústia se aloja e não quer sair,
Com esse aperto no peito, quem dera um dia voltar a sorrir.
O mundo se reinventando e ela ficando
“É uma pena, mas como uma flor estou murchando‘”
Como encontrar esperança nesse corpo vazio
Se sua pele nem se importa mais com o frio?
Mas há a algo a fazer, uma solução tomar
Vamos reviver, vamos esperançar
Se não há perspectiva, vamos criar.
O substantivo é abstrato, mas a ação é física
De dentro para fora vamos transformar
O sentimento é oculto e impossível de olhar
Ana calejada pela vida só pensa em chorar
No entanto, com esperança ela vai superar
Ana quer acreditar, quer esperançar.
Das cinzas renascer e como a fênix voar.
Pois o amanhã será melhor e tudo vai passar.
Com supervisão de Nicole Almeida.
Apoio ao Talento:

Aluna do 3° ano do Ensino Técnico em Administração - Colégio Univap - Unidade Centro - São José dos Campos
