Até onde faz sentido?

Confira o texto de Ryan Romero Pereira

Escrito por: Ryan Romero Pereira3 min de leitura
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Eu diria facilmente que 80% do meu dia é gasto pensando nessa pergunta “até onde realmente vale a pena?”.

Eu penso nisso quando a rotina monótona se torna presente, e a sensação de tortura ao ter que acordar cedo para estudar predomina minha mente.

Vale a pena tudo isso?

Eu sou uma pessoa que pensa que a morte é inevitável, e não estou errado por pensar assim, aceitar esse fato só me livra do medo da mesma.

Mas calma, esse texto, pelo menos esse, não será depressivo ou sobre minhas angústias, eu quero contar como eu busco responder essas perguntas.

Antes disso, eu quero contratualizar vocês, leitores.

Eu era bem pequeno quando eu reparei a “insignificância” de algumas coisas, quando eu percebi que meu jogo favorito e maior fonte de entretenimento, era no fim, apenas um número subindo em uma tela. É um jeito horrível de reparar as coisas, mas quando você percebe uma vez, não consegue parar de pensar em “irrelevância”, até que eu parei para pensar: Por que eu tenho que fazer alguma coisa? Eu vou morrer e ser esquecido, não acredito em um pós morte, então eu só serei reduzido a adubo para que outras formas de vida cresçam.

“Por que continuar?”

Ok, talvez o texto tenha mesmo tomado um rumo melancólico, pois agora é apresentado algo que me acompanha faz tempo.

Vazio:

Pois é, como explicar você? Você veio a mim como produto de todas as conclusões que eu já tirei sobre a vida. Quando os momentos que deveriam ser felizes, como a realização de um dos meus sonhos, foram tomados por ti, eu percebi uma coisa sobre você. Você é insistente, e eu não entendia o motivo de você ser assim, eu queria te preencher com as coisas que as outras pessoas diziam que era para um adolescente fazer. Coisas como relacionamentos, amizades, sair de casa etc. Mas nada mudou, eu não sou do tipo de pessoa que faz essas coisas, enfim, não demorou muito para eu entender o motivo de você ser assim. E a resposta é bem simples: você é o estado natural das coisas.

Não demorou muito para você tomar os objetivos que eu tinha, pois agora eu tinha percebido que o vazio existencial ao fim de cada jornada, era inevitável.

“Por que?”

“Qual o motivo?”

Bom, no fim, eu acabo mentindo duas vezes.

Eu não tenho a resposta.

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Ryan Romero Pereira
Ryan Romero Pereira

1º ano do ensino médio - Instituto Ideia - São José dos Campos

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