Carta aberta ao Covid

Lidando com a solidão

Escrito por: Sophia Moreira César de Oliveira Braga2 min de leitura
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São José dos Campos, 17 de Maio de 2021

Meu dia hoje começou como qualquer outro, acordei, tomei café e liguei meu computador pata assistir as aulas. Durante a última aula uma frase dita pelo professor me chamou atenção, “se tudo der certo a situação melhorará em breve”. Meus olhos correram imediatamente pelo calendário, e lá estava: 17/05/2021, um ano e 2 meses da primeira vez que ouvimos que seriam só 14 dias.

Foi então que me lembrei dos primeiros meses. Senti falta de tudo, foi difícil ver as conversas paralelas em sala de aula virarem mensagens remotas no chat do zoom. Me perdi em meus pensamentos, parei de sentir.

Perdi amizades, sai de muitas atividades que me faziam bem pelo simples fato de não conseguir lidar com o modelo online. O isolamento fez com que só se passasse pela minha cabeça as vozes dos jornalistas relatando o número de mortes e casos confirmados.

“Amor é fogo que arde sem se ver”, disse o grande poeta Luís de Camões. Pode até ser que amor arda sem se ver, mas sem se sentir, não há calor que faça o fogo queimar. Portanto, depois de tudo isso, aprendi que, acima de tudo, é preciso sentir. Tirar aprendizados de todas as situações, enxergar a beleza no céu mais nublado, amar, se apaixonar, assistir ao por do sol… Ter uma relação de aversão a normalidade.

A vida é mais. É acreditar no desabrochar das flores, é transbordar intensidade.

Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Meon Jovem. 

Sophia Moreira César de Oliveira Braga
Sophia Moreira César de Oliveira Braga

3° ano do Ensino Médio - Colégio Poliedro - São José dos Campos

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