Desabafo
Confira mais um texto participante do Meon Jovem

Hoje começamos o dia farsando, essa felicidade tão pesada.
Assassinos da verdade, mentindo para si pensando que algum dia vai ser real.
Nos escombros da realidade, somos apenas isso, apenas mentirosos, que prometem ter uma boa vida?
Quem somos nós? E por que forçamos essa falácia?
Isso apenas não importa mais, e por isso continuamos assim.
Saudade dos tempos em que podíamos sorrir sem ninguém julgar, hoje apenas somos julgados.
Hoje começamos o dia farsando essa felicidade, tão modulada e pesada.
Nós somos somente os Assassinos da verdade, dizem, mas os verdadeiros Assassinos estão soltos.
E nunca acharam os corpos, será esse o crime perfeito? Uma confissão mal feita e um bom esconderijo?!
Culpam o diabo pelas próprias ações, mas ele só observa. Ele observa o maior desastre e faz o menor esforço para o pior.
Não é preciso muito, apenas puxar o pé de alguém que não sabe nadar, e logo se vê ela afogar.
Em Brumadinho, talvez fosse apenas ocultar alguns arquivos.
Na boate, uma espuma com bastante irresponsabilidade seria colocada, e por ganância, um artefato bem colocado.
E nós somos os Assassinos da felicidade? Talvez fosse melhor estarmos mortos.
Armados contra uma sociedade explosiva, matando e atacando por diversão.
Felicidade com liberdade, duas impostas.
Esse conceito morto, assassinado.
Quem sabe um dia seremos nós mesmos, longe dessa força fatal de mentir.
O arbítrio que hoje não é livre para se manifestar.
E agora? Dane-se o mundo, queimando em sua própria desgraça, agindo com pura ganância.
Minha mente destruída, hoje é a palhaça HAHAHAHA
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

9º ano do ensino fundamental - EE Prof Ruth Coutinho Sobreiro - SJC
