Em briga de marido e mulher deve se meter a colher

Relatos de vítimas são compartilhados cada vez mais nas mídias

Escrito por: Thainá Silva de Paula Theodoro | Colégio Poliedro2 min de leitura
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Em meio ao cenário caótico da pandemia da Covid-19, diversas ramificações da vida pública estão sofrendo mudanças e, consequentemente, sendo noticiadas. À medida que a quarentena foi sendo estabelecida no Brasil, as mídias notificaram problemas relacionados a violência doméstica.

A divulgação dessa problemática é de extrema necessidade. De acordo com a 8ª edição da Pesquisa Nacional sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, oito em cada 10 mulheres brasileiras acreditam que a violência doméstica no país cresceu de 2018 para 2019.

Graças a movimentos feministas, que buscam continuamente a resolução desta problemática, relatos de vítimas são compartilhados cada vez mais nas mídias, visando evidenciar a quantidade de mulheres que perdem suas vidas por abusos silenciados.

A promotora e coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público do Estado de São Paulo coordenou uma pesquisa que revelou um aumento de 51,4%, entre fevereiro e março deste ano, de prisões em flagrante envolvendo agressores de mulheres.

Nesse contexto, o ditado popular “em briga de marido e mulher não deve se meter a colher” nunca esteve tão errado, uma vez que é evidente que a falta de atuação tem contribuído com a acentuação do problema.

Como resposta a crescente conscientização sobre a violência contra às mulheres, surgem novas tentativas de prevenção, tais como as realizadas pela Abrafarma e Abrafad. Uma delas se baseia nas vítimas desenharem um “X” na mão e mostrarem para trabalhadores de farmácias, os quais devem acionar as autoriades policiais e auxiliar a cliente.

Então caso conheça alguma vítima, que tal usar essa notícia como a sua colher?

Com supervisão de Nicole Almeida. 

Apoio ao Talento: 

Thainá Silva de Paula Theodoro | Colégio Poliedro
Thainá Silva de Paula Theodoro | Colégio Poliedro

Aluna do 2° ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos

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