Epitáfio lunar
Confira mais um texto participante do Meon Jovem
Escrito por: Miguel Ângelo Bastos1 min de leitura

Sob os véus da noite,
Cada astro oculto anuviado
No firmamento brilha
Solenemente, com símbolos
Que refulgem.
E o bosque derrama
Seu pranto sob o mundo,
Num gemido mudo.
E o vento sopra longamente
As odes e marchas fúnebres
Que eternizam o sofrimento
E viajam a um novo poente,
Onde o mundo sorve o luto.
Quando o Sol verte
Seus primos raios com ódio,
O orvalho unge a lua
Doente, já esquálida.
E viu-se assim a Lua arfar
Finalmente exaurida, e deitar-se
Ao horizonte d’onde fora erguida.
E a beleza rescende
Onde a Lua se pôs a definhar,
E é vinda a morte do derradeiro Luar.
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Miguel Ângelo Bastos
8° ano do Ensino Fundamental - Alpha Lumen - SJC
