Fábricas de filhotes: o preço da fofura

Quem nunca passou por um petshop e se encantou com os filhotes dentro das gaiolas, mas de onde eles vêm?

Escrito por: Jhenifer Lorrainy dos Santos3 min de leitura
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Nos séculos passados, animais, como cães e gatos de raça eram idealizados, visando cumprir certas funções, como caça e pastoreio. No entanto, nos dias de hoje e com a tecnologia que temos, essas ocupações são preenchidas das mais diversas formas, deixando os animais em segundo plano. Diante dessa realidade, cachorros e felinos domésticos de raça existem, em sua maioria, apenas para suprir questões de estética e de status social dos humanos, que fazem com que exista uma alta demanda por tais seres.

É nesse contexto que o termo “fábricas de filhotes” surge, para denominar os criadouros ilegais desses animais. O termo fábrica não vem à toa, uma vez que esses locais visam produzir grandes quantias de filhotes em pouco tempo, tendo como objetivo o lucro apenas. Nessa perspectiva, não é vantajoso para o dono desses ambientes, financeiramente falando, dar o correto apoio para a vivência dos bichos. Assim, esses locais acabam por contar com situações insalubres, que impossibilitam o pleno bem-estar de qualquer ser vivo.

Como se não bastasse a condição do ambiente em que vivem, os animais das fábricas de filhotes possuem também uma saúde precária, dada a realidade em que se encontram. Nesse viés, vale dar uma atenção especial às matrizes, cadelas responsáveis por gerarem as ninhadas, que são obrigadas a procriar sempre que podem, não recebendo nenhum tipo de tratamento especial para suportarem tal “rotina”, desenvolvendo as mais diversas doenças. As cadelas, quando não mais aguentam gerar filhotes, são sacrificadas, geralmente sem a autorização de um médico veterinário.

As ninhadas costumam ser vendidas para petshops que não se preocupam em verificar a origem desses filhotes ou colocadas à venda em grupos de comércio nas redes sociais. Por fim, são comercializadas para indivíduos que cegados pelos baixos preços, pela fofura e beleza desses filhotes, contribuem para a persistência dos maus-tratos realizados nas fábricas em questão, ajudando também a consolidar a visão de que os seres assim produzidos não passam de meros objetos de agrado dos humanos.

Enfim, ainda há pessoas que sonham em ter um animal de determinada raça, por quaisquer que sejam os motivos. Para elas, recomenda-se que procurem criadouros com condições adequadas e com donos responsáveis. Ainda que para se adquirir um bicho desses locais seja mais complicado, já que normalmente, contam com listas de esperas e entrevistas antes da efetuação da compra. Contudo, vale mais ser paciente e empático, do que contribuir para a persistência de um cruel ciclo.

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.   

Jhenifer Lorrainy dos Santos
Jhenifer Lorrainy dos Santos

2º ano do Ensino Médio - Colégio Embraer Juarez Wanderley - São José dos Campos

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