Insônia é somente dificuldade para dormir?
Saiba o que é, quais as causas e como evitar problemas persistentes para dormir e permanecer dormindo

Você passa o dia inteiro com sono, aguardando pacientemente a hora em que vai deitar na sua cama e pegar no sono. Mas de repente se vê mais acordado do que no resto do dia. Saiba que você não está sozinho! Muitos brasileiros sofrem de insônia e, desde o início da quarentena, o número de pessoas que sofrem com esse problema só tem aumentado.
Afinal, o que é insônia? A insônia é, geralmente, identificada como problemas persistentes para dormir e permanecer dormindo. Em média, a cada grupo de 20 pessoas, duas têm insônia, portanto é um problema muito comum e, por isso, facilmente identificada e reconhecida pela própria pessoa que sofre dela.
A insônia tem diversas causas, sendo uma das menos conhecidas a alimentação. Alimentos estimulantes ou considerados “pesados”, como café, chocolate, refrigerantes, doces e chás pretos, por exemplo, principalmente próximos ao horário de dormir, são prejudiciais, já que além de terem uma digestão mais lenta, estimulam o sistema nervoso. A cafeína, em especial, também reduz a quantidade da substância que nos faz sentir sono (adenosina).
Outra causa da insônia é a falta de uma rotina noturna que condiga com seus horários na manhã seguinte e com a sua idade. Crianças de 6 a 13 anos devem dormir de 9 a 11 horas por noite; adolescentes de 14 a 17 anos, de 8 a 10 horas por noite; adultos, de 7 a 9 horas por noite; e idosos, a partir dos 65 anos, precisam dormir de 7 a 8 horas por noite.
Um fator também muito importante para evitar a insônia é o ambiente em que a pessoa dorme. O local deve ser confortável, higiênico e pouco iluminado, pois a luz, tanto do ambiente, quanto de aparelhos eletrônicos, mantém a pessoa em estado de alerta, o que prejudica o sono. O seu cérebro também tem que entender que a cama é o lugar onde você dorme. Por isso, estudar, trabalhar, usar o celular ou assistir TV na cama acaba atrapalhando.
O neurologista Darley Paulo Fernandes da Silva, de 45 anos, conta que durante o período de pandemia, o número de pessoas que sofrem de insônia aumentou significativamente. Segundo ele, a pandemia tem aumentado os casos de estresse e de ansiedade, e por conta disso, as pessoas acabam tendo insônia, já que as duas condições estão conectadas.
De acordo com Paulo, também é comum que a insônia seja mais frequente após períodos de férias. “É bem variável e questionável, mas geralmente no período de férias ocorre a quebra de rotina, já que muitas pessoas passam a dormir mais tarde. Isso pode gerar insônia, porém é só um problema na quebra da rotina”, disse o neurologista.
Algumas dicas para ajudar a dormir é beber algum suco de fruta, como o de maracujá, ou tomar banho morno antes de deitar. Mas é sempre bom lembrar que isso não funciona com todos, varia de pessoa para pessoa.
Outra dica são vídeos e aplicativos de relaxamento. Recentemente, também tem viralizado na internet vídeos de ASMR (sigla em inglês para Resposta Sensorial Meridiana Autônoma) e aplicativos que podem ajudar a dormir. Porém, é preciso ter cuidado, já que luz do celular pode ter o efeito inverso.
Portanto, mesmo sendo um problema “sem cura” e muito comum, a insônia pode ser evitada de maneira simples, seguindo uma higiene e rotina do sono. E, principalmente, manter a calma e evitar o stress, por mais que seja difícil, é fundamental no momento que estamos enfrentando.
Parceria:

Com supervisão de Nicole Almeida, jornalista do Grupo Meon.
Alunas do 7º ano do Ensino Fundamental II do Colégio Luce Prima, em São José dos Campos
