Liberdade religiosa ainda não é uma realidade
Brasil tem aumento de denúncias de intolerância religiosa

Intolerância é o mesmo que ausência de tolerância, é a falta de compreensão ou aceitação em relação a algo ou a alguma situação. Vocês com certeza, já ouviram falar em intolerância religiosa, visto que este assunto está em alta nas mídias e no nosso dia-a-dia. Intolerância religiosa é a discriminação contra as pessoas e grupos com diferentes crenças ou religiões, e é marcada principalmente por atitudes agressivas e ofensivas.
De acordo com uma reportagem do Fantástico publicada pelo G1, em 21/01/2024, em 2018 foram registradas 615 denúncias de intolerância religiosa no Brasil. O número saltou para 1.418 em 2023, um aumento de 140,3%. Já o número de violações passou, no mesmo período, de 624 para 2.124, um salto de 240,3%. Entre 2022 e 2023, o aumento das denúncias foi de 64,5% e, o de violações, de 80,7%.
Esses dados mostram o aumento do desrespeito e intolerância por crenças diferentes. Atitudes como críticas em âmbito privado, piadas, agressões verbais e físicas, ataques aos locais de culto e até ao assassinato.
De acordo com o site Brasil escola, “as estatísticas mostram que 25% de todos os agressores são identificados como brancos e 9% das ocorrências dizem respeito a atos praticados dentro de casa. A maior parte das vítimas de intolerância é composta por adeptos de religiões de matriz africana.”
De acordo com a advogada Roberta Assis, “a fé religiosa é fundamental na nossa constituição federal. Uma violência contra a fé. Essa prática pode sim caracterizar crime previsto na lei 7716 de 89, portanto, respeitar as crenças e as práticas religiosas de cada indivíduo é essencial para construirmos uma sociedade muito mais inclusiva”.
A intolerância religiosa vai contra a cidadania, ou seja, as pessoas perdem seus “direitos”. Se espiritualmente elas não respeitadas então, muito menos politicamente, além de ferir os direitos humanos. Cada um faz o que gosta, e não podemos julgar alguém por conta disso. Ninguém gostaria de ser julgado por algo que faz ou que gosta né? Uma coisa que todos devem entender é que ninguém é igual a ninguém. Um pode ser católico, umbandista ou evangélico, e isso muda a pessoa de alguma forma? Não. Não precisamos concordar com as crenças do outro, basta respeitar.
Como vimos, intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade humana. Crítica não é o mesmo que intolerância. O direito de criticar ou não concordar, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio, é assegurado pelas liberdades de opinião e expressão. No entanto, no acesso ao trabalho, à escola, à moradia, a órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião. Isso também se aplica a transporte público, estabelecimentos comerciais e lugares públicos, como bancos, hospitais e restaurantes. A diversidade deve ser respeitada em todos os aspectos, na cor, na aparência e também nas crenças.
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

8º ano do ensino fundamental - E.E Darci Lopes - Jacareí
