Ministro do Meio Ambiente não gastou sequer 1% da verba destinada à preservação ambiental
Levantamento aponta que foram utilizados apenas 0,4% do valor total destinado às ações de prevenção e combate ao desmatamento

Dados levantados pelo Observatório do Clima indicam que o atual encarregado do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles, gastou cerca R$ 105 mil, de quase R$ 30 milhões orçados, para a preservação dos biomas entre janeiro e agosto deste ano.
A paralização das atividades e falta de aplicação das verbas, que deveriam ser destinadas a proteção da biodiversidade, prevenção e combate às queimadas e mudanças climáticas, resulta na maior devastação ambiental desde 1998. Animais mortos e carbonizados são o retrato de um país vilão do meio ambiente.
O Brasil já perdeu mais de 15% do bioma do Pantanal. Estima-se que a área devastada corresponde a quase três milhões de hectares – o equivalente ao país da Bélgica inteiro.
Ainda nesta semana, a Polícia Federal afirmou que há indícios acerca das origens das queimadas no Pantanal e na Amazônia serem criminosas.
De acordo com satélites de monitoramento do INPE, os três biomas mais afetados no país são a Amazônia (48,3%), o Cerrado (28,5%) e o Pantanal (11,3%). Confira o gráfico abaixo:

Pode-se perceber que a Amazônia também sofre. Já foram identificados, somente nos primeiros oito meses de 2020, mais de 64 mil incêndios, resultado, claro, do grave descaso com o meio ambiente. Mas segundo Salles, “A Amazônia não está queimando”.
Na tabela comparativa de países com maior quantidade de focos, o Brasil sai em disparada com 139,3 mil – quase três vezes mais que o segundo colocado (Argentina), com 51,3 mil focos.
O presidente Jair Bolsonaro parabeniza o Brasil pela forma em que atua na preservação ambiental e minimiza incêndios: “Críticas desproporcionais”.
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Com supervisão de Nicole Almeida, jornalista do Grupo Meon.
Aluna do 2° ano do Ensino Médio Técnico do Colégio Univap, em São José dos Campos
