O EAD para quem não tem acesso à internet em São José dos Campos
Muitas escolas ainda buscam um jeito de levar as atividades aos alunos; grupos no WhatsApp têm sido uma das alternativas

Talvez essa não seja a sua realidade, mas muitos alunos, não só em São José dos Campos, como em várias outras cidades do país, não têm acesso à internet, impossibilitando o uso de computadores e celulares para o estudo.
Em 2018, foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cerca de 46 milhões de brasileiros não têm acesso à rede, assim evidenciando que uma grande parcela da população não tem condições socioeconômicas que possibilitem adquirir esse recurso tecnológico e de comunicação.
Essa é uma realidade difícil e triste, tendo em vista que há muitas pessoas no Brasil e no mundo que não têm acesso a um meio tão simples, mas tão essencial para realizarmos nossas atividades cotidianas, principalmente meio a uma pandemia.
Em São José dos Campos, muitas escolas já estão conseguindo se adaptar à nova rotina do EAD, porém algumas ainda procuram meios de conseguir levar a matéria e o estudo para crianças e adolescentes sem acesso à internet.
A escola Madre Teresa, que fica no Jaguari, teve que adotar medidas um pouco diferentes de outras escolas.
“O fato da escola estar localizada na zona rural acaba impossibilitando muitos alunos de ter acesso à internet”, afirma Lúcia Helena Rezende Tôrres, diretora da escola.
Segundo ela, foi feita uma reunião por videoconferência com a Diretoria de Ensino, no começo de maio, com o objetivo de discutir as ideias e o planejamento das escolas durante a pandemia.
Todo final de semana, as professoras preparam as folhas de exercícios para os alunos, para que, na terça-feira, o material seja entregue a todos os alunos matriculados.
Junto das atividades, vai um cronograma explicando como e quando realizá-las, e um comunicado em nome da escola orientando e acolhendo as famílias. O percurso para entregar todas as atividades começa por volta das 8 horas da manhã e termina perto do meio-dia.
“Alguns dias atrás, eu, as professoras e a supervisora decidimos criar grupos de WhatsApp por turma”, conta a diretora. No grupo estão os professores, a família e os alunos de cada turma especifica.
A criação dos grupo do WhatsApp parece ter melhorado o desempenho dos alunos, pois agora há como eles tirarem suas dúvidas e entenderem melhor o conteúdo.
“Quando as aulas voltarem, veremos realmente como foi o desempenho dos alunos. Mas, primeiramente, vamos tentar acolher emocionalmente a todos”, finaliza Lúcia.
Com supervisão de Nicole Almeida.
Apoio ao Talento:

Aluna do 8º ano do Ensino Fundamental II do Colégio Luce Prima, em São José dos Campos
