O impacto causado pela pandemia nas escolas

Me formo ano que vem e minha esperança é ter pelo menos um ano presencial

Escrito por: Pollyana de Carvalho Silva2 min de leitura
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Depois do primeiro caso da Covid-19 confirmado no Brasil, em fevereiro de 2020, o vírus vem causando muitos impactos no país. Um deles, por consequência da disseminação, foi o fechamento de estabelecimentos “não essenciais”, um ocorrido que acabou prejudicando diversos setores. As escolas foram um destes. Professores e alunos vêm encontrando diversas dificuldades no ensino remoto.

Um dos diversos problemas enfrentados no ensino remoto é a falta do livre acesso a internet e aparelhos digitais. De acordo com A Folha de São Paulo, uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no final de 2019, aponta que cerca de 4,3 milhões de estudantes brasileiros entraram na pandemia sem acesso a internet, sendo 4,1 milhões de escolas públicas; além da dificuldade de muitos professores em utilizar os meios digitais, sendo obrigados a se adaptarem a realidade atual.

A distância é uma da maiores dificuldades enfrentadas nesse momento, assim como relatou a professora Angela Rueda, da escola Municipal Prof° Elvira Maria Giannico: “Nos vemos longe da maioria de nossos estudantes, muitas vezes não conseguimos atingi-los da maneira que gostaríamos. A cobrança é cada vez maior”.

“A sociedade nos achincalhando, acusando-nos de estarmos procastinando no trabalho… Tudo isso corrobora numa opressão e prostração cada vez aterradora”, afirma a professora.

As dificuldades acabam envolvendo também problemas domésticos, assim como relatado pela aluna Yasmin Aparecida, do colégio técnico de Guaratinguetá: “Minhas aulas duram o dia todo, e em alguns dias esse compromisso não se torna tão fácil. O cansaço, dor nas costas, os problemas de casa, entre outras coisas, muitas das vezes interferem na dedicação das aulas, mesmo tentando dar sempre o meu melhor”.

” Faço o ensino médio junto com o técnico, o que torna ainda mais difícil aprender de forma remota, sem ter laboratórios para aulas práticas”, diz a aluna.

Atualmente com a chegada de novas vacinas, a esperança de todos é que tudo possa voltar ao normal no ano de 2022, assim como conclui Yasmin: “Me formo ano que vem, e minha única esperança é ter pelo menos um ano presencial, para conseguir concluir meu ensino médio da melhor forma. Além de querer também ter minha formatura no final do ano, até porque todos nós merecemos uma diversão depois que tudo isso acabar”.

Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Grupo Meon. 

Pollyana de Carvalho Silva
Pollyana de Carvalho Silva

EMEFI Profa Elvira Maria Giannico, Guará

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