Poema: Até quando?

Tendo em vista a crescente exploração da natureza, a exposição dos fatos que contextualizam a prática do desmatamento é essencial para que a sociedade possa adquirir uma visão plural, empática e mais consciente acerca do assunto.

Escrito por: Mirella Borim Lima e Kauan Mendonça Lopes2 min de leitura
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E se a natureza

Se tornou produto

O cerrado queima

Em nome do próprio lucro

Vejo vidas apagadas

Pelo fogo infesto

Vejo o destino se curvando

Ao falso manifesto

Destruindo árvores

Degolando vidas

Derrubando esperanças

Fábrica de pesticidas

História atemporal

Vejo apenas temporais

Passageiros já passaram

500 anos e um pouco mais

Até quando?

Em nome do progresso

Vão continuar explorando

Para sobrar apenas resto

Até quando?

Eu me pergunto até quando

A morte de um indígena

Vai se normalizando

Até quando?

Caos e desordem

O mundo está acabando

Eu grito para que acordem

Mas ninguém escuta

A Amazônia chora

Sem ajuda na luta

Dizem que, por ora,

Não podem fazer nada

Mas fazem tudo pelo dinheiro

Feito da mata desmatada

Sentimos das cinzas o cheiro

Os pulmões queimam sem ar

Ao menos temos arranha-céus

Para que possamos nos jogar

E fugir da cidade coberta por véus

Feitos lindamente de negligência

Até quando?

O homem e sua inteligência

Nunca foram tão estúpidos

Sem nenhum escrúpulo

Até quando?

O lema é matar para viver

Isso só encobre o fato

De que matamos por prazer

Até quando?

Sendo tremendo filho de Deus

Devia saber que do pó veio

E ao pó retornará

– junto com as cinzas que ajudou a formar

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.

Mirella Borim Lima e Kauan Mendonça Lopes
Mirella Borim Lima e Kauan Mendonça Lopes

2ª ano do Ensino Médio - Colégio Embraer Juarez Wanderley - São José dos Campos

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