Queda de vendas no mundo dos quadrinhos e a era da “lacração”
Metamorfose de público da indústria de HQs

Nos últimos anos as vendas de quadrinhos tem diminuído drasticamente e se especula sobre quais fatores levaram o mercado das histórias em quadrinhos ao declínio. Para algumas pessoas a inserção de personagens de novas etnias, gênero e sexualidade tem um papel fortíssimo nisso, mas é claro que não podemos atribuir isso a apenas um fator.
Não podemos nos esquecer dos efeitos da pandemia que teve e ainda tem causado impactos no mercado da cultura pop em geral. As empresas de entretenimento tiveram que se adaptar do dia para a noite para atender a demanda de consumidores que já não saiam de casa.
O mercado dos quadrinhos não está falindo, muito menos perdendo seus consumidores por incluir grupos excluídos e marginalizados em suas histórias e núcleos principais, os fãs que sempre consumiram as HQs vão continuar consumindo, o que vem acontecendo não só com quadrinhos, mas sim com todos os tipos de mídias físicas é a baixa demanda por elas.
Na última década passamos por uma grande revolução tecnológica que ajudou a aumentar a leitura por sistemas de streaming como o Comixology, e para não ficar para trás grandes produtoras de quadrinhos como Marvel e DC já investem em sistemas de streaming para HQs (DC Universe Infinite e Marvel Unlimited), e isso potencializado pela pandemia fez com que as pessoas trocassem os exemplares físicos e pelos streamings e pdfs.
Outro fator importante é a falta de interesse dos jovens pelos quadrinhos, já que são histórias muito parecidas com as do cinema. O fato do mercado de HQs não tentar atrair quem se interessa por seus personagens para dentro de seu nicho.
O público consumidor de Hqs tem a tendência de excluir novos leitores que não tem tanto conhecimento sobre o universo, e de certa forma a tentativa das empresas de aumentar a diversidade faz com que pessoas de fora se interessem por eles, expandindo assim o mercado.
Estamos caminhando para uma nova era no mundo dos quadrinhos, de revistas e jornais em geral, uma era digitalizada em que você pode ter todas as suas histórias favoritas na palma da mão.
Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.

2º ano do Ensino Médio - Colégio Univap - Unidade Centro - São José dos Campos
