Setembro Azul: mês da visibilidade da comunidade surda brasileira

Entenda um pouco da história e a importância deste mês

Escrito por: Marina Gaeta | Colégio Poliedro2 min de leitura
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O mês de setembro, além de pautar a saúde mental em função do setembro amarelo – visando conscientizar as pessoas de que o suicídio pode ser evitado, é marcado, também, pelas lutas e conquistas da comunidade surda e de pessoas com deficiência auditiva.

Para isso, há movimentos que prezam pela criação de mais escolas bilíngues, nas quais alunos surdos e ouvintes possam estudar e aprender juntos.

A plataforma Instagram anunciou um recurso de legenda automática em vídeos, visando a acessibilidade aos surdos e deficientes auditivos – estima-se a disponibilização daqui algumas semanas.

Precipuamente, o pretexto desse mês foi em homenagem ao francês Édouard Huet, também surdo, que fundou o Instituto Imperial de Surdos – a primeira instituição especializada na educação de surdos do mundo, hoje chamada Instituto Nacional de Educação de Surdos.

A finalidade dela era auxiliar no desenvolvimento individual da pessoa, garantir o respeito aos seus direitos e, ao mesmo tempo, sua socialização.

Outro evento importante para compreender a necessidade do debate acerca dessa temática foi o Congresso de Milão. A primeira audiência internacional para educadores de surdos, contextualizada em uma época em que se achava que as línguas gestuais representavam um regresso na evolução da língua, resultou na garantia do oralismo.

Portanto, após serem privadas das linguagens de sinais, pessoas surdas ao redor do mundo passaram a largar o ensino, com qualificações e comunicações reles.

Da mesma maneira, vale ressaltar que, durante a 2ª Guerra Mundial, os nazistas amarravam pessoas que apresentavam alguma deficiência com fitas azuis no braço, para facilitar a identificação e, portanto, o extermínio delas, por não pertencerem a uma “raça pura”.

A cor azul do mês representa justamente essa luta contra a opressão e marca o orgulho dessa identidade. À medida que anos foram passando, a comunidade transformou essas memórias lamentáveis em um símbolo de resistência e luta pela representatividade dos mesmos dentro da sociedade.

Parceria:

Com supervisão de Nicole Almeida, jornalista do Grupo Meon.

Marina Gaeta | Colégio Poliedro
Marina Gaeta | Colégio Poliedro

Aluna do 3° ano do Ensino Médio do Colégio Poliedro, em São José dos Campos

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