Suicídio: entender para ajudar
A psicóloga Raquel de S. Brandão atende crianças, adolescentes e adultos e nos auxiliou tirando algumas dúvidas acerca deste tema

Ainda há muito tabu acerca do tema suicídio, mas o colocar em pauta na sociedade é fator importante para evitar a perda de outras vidas. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.
Aproveitando a data mundial, a campanha Setembro Amarelo foi criada no Brasil em 2015. O projeto é um trabalho conjunto do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
A psicóloga Raquel de S. Brandão atende crianças, adolescentes e adultos e nos auxiliou tirando algumas dúvidas acerca deste tema.
Meon Jovem: O que é o suicídio?
Raquel: Suicídio é a ação intencional de acabar com a própria vida.
Meon Jovem: Casos de suicídio se relacionam a que?
Raquel: Os casos de suicídio são multifatoriais, ou seja, além de um possível transtorno mental/sofrimento psíquico, como, por exemplo, a depressão ou a esquizofrenia, podem estar ligados a questões sociais, como ser aceito e respeitado na sua individualidade, assim como econômica, estar desempregado ou insatisfeito com o trabalho atual.
Meon Jovem: Quais pessoas estão mais propensas ao suicídio?
Raquel: Atualmente, considera-se que o maior número de casos de suicídio ocorre entre adultos na faixa de 60 anos ou mais e entre jovens de 15 a 24 anos.
Meon Jovem: Qual é o papel da família na prevenção do suicídio?
Raquel: Podemos considerar que o papel da família na prevenção ao suicídio é de estar atento aos seus membros, ou seja, observar os hábitos, como alimentação, sono, atividade física, lazer, observar se existem alterações nesses afazeres, se alguém falante começou a ficar calado, se ocorre isolamento ou choro fácil (por qualquer motivo). Importante apoiar, perguntar, estar junto e buscar ajuda profissional, pois sempre há uma sinalização.
Davi: Qual tratamento deve ser procurado para evitar o suicídio?
Raquel: Como suicídio geralmente está vinculado ao sofrimento psíquico, torna-se importante buscar um especialista, podendo ser psicólogo, psiquiatra ou mesmo um clínico geral para auxiliar na identificação dos sintomas.
Meon Jovem: Para finalizar, devido a pandemia, como tem sido tratada essa realidade do suicídio?
Raquel: Nesse período de pandemia é fundamental estar ainda mais atento ao risco do suicídio, pois o isolamento social, perda de trabalho e de familiares ou/e de amigos e as incertezas do dia a dia são, dentre outros, fatores potencializadores para quadros de tristeza, desesperança e medo. Então muitas vezes corremos o risco de olhar para as situações adversas como se não houvesse soluções.
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Com supervisão de Nicole Almeida, jornalista do Grupo Meon.
Aluno do 4º ano do Ensino Fundamental I da Escola Municipal Conceição Aparecida Magalhães Silva, em Jacareí
