Enedina Alves – Contra as Estatísticas

Poema em homenagem

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Do chão batido, eu fui me levantar,

De onde a dor e o sofrimento não conseguem me calar.

Da senzala ao quilombo, até o amanhecer,

Resistir é o verbo, que eu aprendi a viver.

No ritmo do atabaque, meu povo sempre dançou

povo que luta com coragem, e que nunca se curvou.

pele preta é escudo, é agbara, é coroa

Carrego anos de batalha que na alma ainda ecoa

e eu ficarei de pé não importa o quanto doa

alafila e ominira, nunca buscamos a toa

enedina alves seu legado é eterno

revolução como poucas entre as linhas do caderno

pioneirismo e diferença, como calor no inverno

mente a frente do tempo, só projeto ultramoderno

escola, usina, centro universitário

mas tentam apagar a história

indo sempre no anti horário

o preconceito é a escória

que quer atrasar o legado

e hoje o grito é de esperança

de quem sempre foi vaiado

Segundo ano solta a voz

pra mostrar a importância

do que você fez por nós

trazendo a liderança

e pra mostrar que a sua conquista aqui nunca foi em vão

a gente vai voltar pra casa com o prêmio de campeão.

Victor Santos, Eduardo Carneiro e João Ferraz – 2A Ensino Médio – EE Maria Dolores Madureira

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