Finalmente treze

Caros leitores, estou feliz em informar que pela primeira vez estou escrevendo com treze anos. Nesta quinta-feira (07/05) eu, Anne Miyamura, completei treze anos. Apesar de toda essa felicidade por estar mais velha, eu não me senti diferente. Na verdade, a única coisa que pareceu mudar de quarta-feira para quinta-feira foi a cor do meu […]

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Caros leitores, estou feliz em informar que pela primeira vez estou escrevendo com treze anos. Nesta quinta-feira (07/05) eu, Anne Miyamura, completei treze anos. Apesar de toda essa felicidade por estar mais velha, eu não me senti diferente. Na verdade, a única coisa que pareceu mudar de quarta-feira para quinta-feira foi a cor do meu cabelo, que agora tem um tom azulado nas pontas, o resto para mim parece igual, o que foi uma pequena decepção.

Eu não estou pensando diferente, não pareço diferente e nem estou agindo diferente. Ainda me sinto com doze anos. Eu não queria fazer treze. Treze me parece uma idade confusa. Velha demais para ser uma criança e nova demais para uma adolescente. É estranho. Mas estou contente por estar um ano mais velha. Um pouco mais perto do futuro, penso eu. Talvez seja isso que está me fazendo estranhar, o fato de que estou mais perto do meu destino. É meio assustador, para falar a verdade.

Tive um dia ótimo. Na escola fui presenteada com discursos emocionantes de meus amigos. Então pintei o cabelo, para depois chegar no restaurante com a premissa de que eu iria pegar dinheiro com a minha mãe para ir ao cinema e acabei me deparando com uma festa surpresa, com todos os meus melhores amigos, sobre a qual eu nem desconfiava. O dia se encerrou com chave de ouro com um passeio no shopping que nos rendeu altas gargalhadas.

Agora, no fim do dia, comecei a pensar um pouco mais no fato de agora eu ter treze anos. Apenas cinco anos para a maioridade. Quatro para a formatura. Três para o vestibular. Dois para um novo começo no ensino médio. Um para a formatura do fundamental ll. E o agora? Bom, agora eu vivo, aproveito a cada dia, pois uma certeza que temos é que o tempo não volta atrás. Agora é hora de começar a trabalhar numa vida sem arrependimentos, viver a minha infância, que afinal é a melhor época da vida enquanto tenho tempo para isso. Agora é hora de transformar esse ano num ano inesquecível, pois daqui a algum tempo tudo que me sobrarão serão memorias, e este é o momento de fazê-las boas. Agora eu vivo, tento tirar proveito do presente, sem olhar para o passado e sempre mirando o futuro perfeito.

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