Tradição x tecnologia

Os caminhos para migrar às criptomoedas

Escrito por: Meon Redação6 min de leitura
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Diversificar investimentos tradicionais, como ações, imóveis e renda fixa, com criptomoedas é uma estratégia que tem atraído investidores que buscam novas oportunidades e proteção contra a inflação. Os ativos digitais, por sua condição descentralizada graças à tecnologia blockchain, oferecem uma alternativa que pode trazer alto retorno, mas também volatilidade.

Para investidores que têm um portfólio consolidado em modelos tradicionais, entender como migrar parte dos seus recursos para serem revertidos em criptomoedas de maneira segura e eficiente se mostra essencial, inclusive sabendo as especificidades, principais atores desse mercado e particularidades, como, por exemplo, qual corretora de criptomoeda tem a menor taxa.

Imersão no mercado de criptomoedas

De acordo com dados da empresa de pagamentos online dos EUA Triple-A, até o fim de 2023, aproximadamente 26 milhões de brasileiros possuíam criptomoedas. Isso coloca o Brasil em sexto lugar no ranking global, considerando a proporção de investidores de ativos digitais em relação ao total da população. Em números reais, a quantidade de investidores em criptoativos quase triplicou no país, passando de 1,5 milhão, em 2022, para 4,1 milhões, no ano passado, de acordo com a Receita Federal.

No entanto, antes de fazer qualquer movimento no calor do cenário, se faz importante que os investidores comecem pelos fatores básicos, como entender o funcionamento do mercado de criptomoedas, que são ativos digitais descentralizados, operando sem a necessidade de intermediários (como bancos), e utilizando a tecnologia blockchain para garantir a segurança e a transparência das transações.

Os principais ativos desse mercado incluem o Bitcoin (BTC), que foi a primeira criptomoeda criada e é amplamente reconhecida como a mais estável, e o Ethereum (ETH), que oferece funcionalidades de contratos inteligentes, além de ser uma das principais plataformas para a criação de aplicativos descentralizados. Outras criptos, como Ripple (XRP), Binance Coin (BNB) e Cardano (ADA), também se encontram como protagonistas neste segmento.

Conheça as melhores criptomoedas para iniciantes

Para investidores que estão migrando de ativos tradicionais para criptomoedas, é aconselhável começar com aquelas que possuem maior liquidez e aceitação global. Algumas das principais criptomoedas incluem:

Bitcoin (BTC): É considerada a moeda mais estável e amplamente utilizada. Seu histórico de valorização e sua aceitação global a tornam uma escolha segura para novos investidores;

Ethereum (ETH): A segunda maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado, famosa por seu papel no desenvolvimento de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados;

Binance Coin (BNB): Utilizada dentro da plataforma da Binance, uma das maiores exchanges do mundo, o BNB é uma moeda que oferece várias utilidades, como descontos em taxas de transação;

Cardano (ADA): Conhecida por seu foco em segurança e sustentabilidade, a Cardano é uma escolha interessante para investidores focados no longo prazo;

Solana (SOL): Um dos projetos mais rápidos e inovadores no campo de blockchain, com uma capacidade de transação superior a muitos de seus concorrentes.

Estamos falando de ativos digitais que oferecem um mix de estabilidade e crescimento potencial, ideal para investidores que estão começando a explorar esse mercado.

Primeiro passo: como comprar criptomoedas

Para adquirir criptomoedas, a primeira coisa a se fazer passa pela escolha de uma exchange (corretora) confiável. As exchanges são plataformas online onde você pode comprar, vender e armazenar suas criptomoedas. Algumas das principais exchanges disponíveis no mercado global incluem:

Binance: uma das maiores exchanges do mundo, conhecida por sua ampla gama de criptomoedas e baixa taxa de negociação;

Coinbase: muito popular entre iniciantes, a Coinbase oferece uma interface fácil de usar e altos padrões de segurança, embora suas taxas possam ser mais altas;

Kraken: uma exchange que oferece uma boa variedade de criptomoedas, além de opções avançadas de negociação;

Mercado Bitcoin: para investidores brasileiros, esta é uma das maiores exchanges locais, facilitando transações com reais.

Ao escolher uma exchange, é fundamental que os investidores analisem as taxas cobradas, que podem incluir:

Taxa de compra e venda: algumas exchanges cobram uma pequena porcentagem sobre cada transação realizada;

Taxa de saque: ao transferir criptomoedas ou converter em moeda fiduciária, a maioria das exchanges cobra uma taxa de saque;

Taxa de depósito: algumas plataformas cobram por depósitos via transferência bancária ou cartão de crédito.

Criptomoedas: lidando com os riscos

Uma das principais vantagens da diversificação em criptomoedas é que ela oferece exposição a um ativo não relacionado com o mercado financeiro tradicional. No entanto, como as criptomoedas têm um fator de volatilidade, é crucial seguir uma estratégia de gerenciamento de risco para minimizar perdas. A seguir, confira algumas dicas práticas para otimizar suas primeiras experiências com ativos digitais:

Aloque apenas uma pequena parte do portfólio: um erro comum de investidores inexperientes é alocar uma parcela grande demais em criptomoedas. Como regra geral, o ideal é investir uma porcentagem que você está disposto a perder, dada a alta volatilidade do mercado;

Diversifique criptomoedas: assim como no mercado de ações, a diversificação também é importante no mercado de criptomoedas. Não invista todo o seu capital em uma única criptomoeda. Investir em diferentes moedas pode ajudar a reduzir o risco;

Acompanhar o mercado regularmente: o mercado de criptomoedas é dinâmico e pode mudar rapidamente. Manter-se atualizado sobre as últimas tendências, regulações e notícias pode ajudar a tomar decisões de investimento mais informadas.

Estratégias de curto prazo e longo prazo em criptos

Investidores tradicionais tendem a ter uma abordagem de longo prazo em seus investimentos, o que pode ser vantajoso também no mercado de criptomoedas. Investir em Bitcoin e Ethereum, por exemplo, pode ser uma boa estratégia de longo prazo devido à sua estabilidade relativa. Já para quem tem um perfil mais arrojado, apostar em criptomoedas emergentes pode oferecer ganhos no curto prazo, mas com mais risco.

Além disso, muitos investidores optam por praticar o chamado HODL (uma gíria do mercado de criptomoedas que significa “hold on for dear life”), que basicamente envolve comprar e manter criptomoedas por um longo período, independentemente das flutuações de curto prazo.

Segurança nas transações

Uma das principais preocupações para quem está migrando para o mercado de criptomoedas é a segurança. Como os ativos digitais são alvos frequentes de hackers, é crucial garantir que suas criptomoedas estejam seguras.

Aqui estão algumas dicas de segurança:

Use uma carteira offline (cold wallet): cold wallets, como hardware wallets, armazenam suas criptomoedas offline, longe do alcance de hackers;

Ative a autenticação de dois fatores (2FA): isso adiciona uma camada extra de segurança, exigindo que você confirme sua identidade ao acessar sua conta;

Nunca compartilhe suas chaves privadas: as chaves privadas são o que dão acesso às suas criptomoedas. Mantê-las seguras é essencial para evitar perdas.

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