Mercados de Ubatuba descumprem lei de informar valores de produtos
Clientes de supermercados de Ubatuba reclamam que os estabelecimentos da cidade não têm cumprido o artigo da Lei Federal que regulamenta as condições de oferta e afixação de preços de bens e serviços para o consumidor.


Mercados em Ubatuba não informam de forma clara o valor de todos os produtos
Patrícia Rosseto/Imprensa Livre
Clientes de supermercados de Ubatuba reclamam que os estabelecimentos não têm cumprido o artigo da lei federal que regulamenta as condições de oferta e afixação de preços de bens e serviços para o consumidor. Segundo eles, ou faltam valores ou estão dispostos de maneira confusa, além da falta do aparelho digital de consulta de preços.
A manicure Regiane dos Santos, 32 anos, diz que falta equipamento para consulta de preço e reclama que quando há, geralmente, está quebrado. “Perde-se tempo para ir ao caixa consultar os valores dos produtos. Se o mercado está lotado vou embora sem o produto”, conta.
Regiane reclama ainda que há muitos preços trocados. “Na seção de bolachas então nem se fala. Preço de uma marca em outro produto e aquele que você quer está sem preço. Acho que deveriam ao menos voltar a etiquetar com os preços nas embalagens”, afirma.
Os consumidores reclamam da organização dos códigos dos produtos. “Os valores não estão claros, principalmente nos congelados”, reclama a dona de casa Iranilda Souza, 32 anos. “Os preços são todos bagunçados”, se queixa a gerente de Recursos Humanos, Josiane Costa, 27 anos.
“Além da dificuldade de encontrar o valor dos produtos, os preços dos alimentícios, higiênicos e de limpeza são absurdos se comparados ao interior e à própria capital. O atendimento poderia ser melhor também, falta rapidez e tem muitos caixas vazios”, diz a turista Nazareth Santos, 28 anos, professora municipal em São Manuel (SP).
Os gerentes de quatro maiores supermercados de Ubatuba não foram localizados ou não quiseram comentar as reclamações dos consumidores. A Aciu (Associação Comercial de Ubatuba) afirmou não ter recebido nenhuma reclamação. A sede municipal do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) não informou se há de casos de denúncias registrados.
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