Mesmo parada, obra do Teatro de Ilhabela segue gerando polêmicas

Após a segunda paralisação nas obras do Teatro e Centro de Convenções de Ilhabela, o vereador Onofre Sampaio Junior (PROS) se pronunciou mais uma vez em relação às irregularidades do projeto. O parlamentar questiona o uso de R$ 2 milhões de verba pública para a remoção de rochas presentes no subsolo, problema que já havia sido apontado pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Ilhabela, em documento divulgado em maio deste ano.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Vereador Onofre Sampaio Junior (PROS)

Mara Cirino/Imprensa Livre

Após a segunda paralisação nas obras do Teatro e Centro de Convenções de Ilhabela, o vereador Onofre Sampaio Junior (PROS) se pronunciou mais uma vez em relação às irregularidades do projeto. O parlamentar questiona o uso de R$ 2 milhões de verba pública para a remoção de rochas presentes no subsolo, problema que já havia sido apontado pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Ilhabela, em documento divulgado em maio de 2014.

“Não me parece correto destinar o dinheiro público para consertar problemas que já haviam sido indicados, mas foram ignorados na execução do projeto. Já havia um alerta para esta falha, mas prosseguiram e agora estão pagando para remover as rochas. É sabido que uma obra não pode ser realizada com esta técnica em cima de terreno rochoso e agora o município vai ter que despender mais dinheiro para consertar o erro”, explica o vereador.

Onofre Sampaio Junior afirma que vai seguir cumprindo seu papel de fiscalizador do poder executivo, mas não é contra a execução da obra. “Andam dizendo que sou contra o turismo e a obra do teatro, mas, pelo contrário, quero ver a obra pronta o quanto antes. O único problema é que não podemos utilizar o dinheiro do cidadão de forma irregular. Essa casa é a única responsável por acompanhar e indicar possíveis erros da gestão, por isso, minha consciência está tranqüila e vou continuar fazendo o que fui votado para fazer”, diz.

Orçada em R$ 4,3 milhões, a obra estava prevista para ser realizada por meio de convênios federais e estaduais, mas apenas o Estado efetuou um repasse no valor de R$ 750 mil ao município. O teatro deverá ter capacidade para 500 pessoas, com sala para convenções e eventos e, já tem, inclusive, um encontro de medicina esportiva agendado para novembro de 2015.

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