Metalúrgicos de São José querem reajuste de até 15% nos salários
Sindicato iniciou nesta quinta-feira (30) a Campanha Salarial 2015


Metalúrgicos de São José querem reajuste de até 15% nos salários
Divulgação/SindMetal/SJC
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos irá reivindicar um reajuste salarial de 13,33% a 15% para os trabalhadores da categoria. Os valores foram aprovados em assembleia realizada nesta quinta-feira (30) pela entidade e estão na pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2015, entregue à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta sexta-feira (31).
“A categoria vai reivindicar um reajuste de 13,33% e gatilho salarial. Para montadoras e Embraer, a reivindicação será de 15%”, diz a nota do sindicato. De acordo com a entidade, o índice de 13,33% de reajuste salarial é composto pela inflação (INPC entre setembro de 2014 e agosto de 2015) mais 3,4% de aumento real. “Para montadoras e Embraer, o aumento real reivindicado será de 5%. A inflação estimada para o período é de 9,6%”, diz outro trecho.
Segundo o sindicato, entre outras reivindicações da pauta, estão o piso salarial do Dieese (R$ 3.299,66 em junho), redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, estabilidade no emprego, mais direitos para as mulheres, renovação e ampliação das cláusulas sociais, entre outros.
Ainda de acordo com o sindicato, o gatilho salarial entrou na pauta de reivindicações da categoria em razão da alta da inflação no país, “o que leva à acelerada perda do poder de compra dos salários”, diz.
A Campanha Salarial dos metalúrgicos de São José dos Campos é realizada em conjunto com os sindicatos de Campinas, Limeira e Baixada Santista, representando um total de 165 mil trabalhadores. Este é o 18º ano consecutivo que este bloco faz a campanha unificada e a data-base dos metalúrgicos é 1º de setembro.
Grupos patronais
As bancadas de negociação do setor metalúrgico são divididas em oito grupos patronais: montadoras, eletroeletrônicos e máquinas, autopeças, aeronáutico, refrigeração e trefilação, fundição, estamparia e grupo inorganizado (setores que não possuem sindicatos patronais).
Entre as metalúrgicas localizadas em São José dos Campos e região estão General Motors, Chery, Embraer, Avibras, Gerdau, Panasonic e Hitachi. Há aproximadamente 1.300 empresas e 42 mil trabalhadores metalúrgicos na base sindical, composta pelas cidades de São José, Jacareí, Caçapava, Igaratá e Santa Branca.
Contra o PPE
Os sindicatos de São José, Campinas, Limeira e Santos são contrários ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego) lançado pelo Governo Federal e defendem a estabilidade no emprego e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o PPE é um programa que “visa preservar os empregos dos trabalhadores de empresas que se encontram temporariamente em situação de dificuldade econômico-financeira”.
No período de adesão ao PPE, os empregados beneficiários do PPE têm jornada de trabalho reduzida, em até 30%, com redução proporcional do salário. Durante o Programa, os empregados beneficiados recebem compensação pecuniária de até 50% do valor da redução salarial, limitado ao montante correspondente a 65% da parcela máxima do benefício do seguro-desemprego. A empresa fica impedida de efetuar demissões arbitrárias, ou sem justa causa, no período de adesão. Após o seu término, pelo prazo equivalente a um terço do referido período.
Posts Relacionados

Chuva mata oito bovinos, alaga casa e provoca deslizamento em rodovia no Vale do Paraíba

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%

Defesa Civil emite alerta severo para chuva forte em São José dos Campos e Jacareí
