Metalúrgicos e Chery chegam a acordo e greve termina em Jacareí

Acordo garante aos trabalhadores reajuste do piso de R$ 1.199 para R$ 1.850

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Acordo garante aos trabalhadores reajuste do piso de R$ 1.199 para R$ 1.850

Divulgação/Chery

Após um mês de greve e paralisação na linha de produção da Chery, em Jacareí, os metalúrgicos e a montadora chinesa chegaram a um acordo, na tarde desta quarta-feira (6). Em audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), realizada em Campinas, a Chery concordou com as propostas apresentadas pelo sindicato, como reajuste do piso salarial e estabilidade de emprego aos portadores de doenças ocupacionais.

Os acordos firmados também garantem o reajuste do piso de R$ 1.199 para R$ 1.850, convênio médico para os familiares dos metalúrgicos – a empresa vai arcar com 35% -, redução gradual da jornada de trabalho de 44h para 42h semanais, entre outras medidas.

“A força da greve e a união dos trabalhadores possibilitaram arrancar da empresa parte importante das nossas reivindicações. Esta luta já é histórica e serve de exemplo para todos os trabalhadores. Mas é claro que ainda há conquistas a serem alcançadas, portanto vamos nos manter mobilizados”, afirma o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

A greve na fábrica de Jacareí foi uma das mais extensas da região nos últimos 20 anos. Outras propostas devem ser discutidas entre sindicato e Chery, em outra reunião a ser agendada no TRT.

Raio-x
A Chery inaugurou a fábrica, na cidade de Jacareí, em agosto do ano passado e iniciou a produção do Celer – o primeiro carro da marca a ser produzido – em 6 de fevereiro deste ano. A unidade possui 470 funcionários e, com a paralisação, deixou de produzir 500 veículos neste período de greve.

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