‘Meu pai foi ótima fonte sobre aquela época’, James Jagger

James Jagger na premiére de Vinyl, em Nova York Reprodução/Facebook/Vinyl Aos 30 anos, James Jagger interpreta Kip Stevens, um aspirante a estrela de rock na série Vinyl. Em Nova York, o filho de Mick Jagger conversou com o jornal O Estado de S.Paulo. O fato de ter um pai roqueiro ajudou a entender o seu […]

Escrito por: Thiago Mattos, especial para AE3 min de leitura
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James Jagger na premiére de Vinyl, em Nova York

Reprodução/Facebook/Vinyl

Aos 30 anos, James Jagger interpreta Kip Stevens, um aspirante a estrela de rock na série Vinyl. Em Nova York, o filho de Mick Jagger conversou com o jornal O Estado de S.Paulo.

O fato de ter um pai roqueiro ajudou a entender o seu personagem?
Não há muita semelhança entre meu pai e o personagem. Kip Stevens é um odiador visceral que quer ser alguém e bate a cabeça contra a parede que é a indústria musical dos anos 1970, cada vez tendo menos a ver com a música e mais com a imagem. Por sorte, meu pai não estava lá o tempo todo (risos), mas ele foi uma ótima fonte quando eu precisava de ajuda com alguma referência.

Como foi seu processo de pesquisa?
Havia um músico da época chamado Jack Ruby, um protopunk nova-iorquino cheio de raiva, muito semelhante a meu personagem. As pessoas não o conhecem porque sua música era realmente horrível (risos) e ele morreu muito jovem, mas, em 1972, ele era uma das pessoas com a atitude mais punk do período. Também foi interessante ler as notícias da época. Eu tinha uma ideia de que Nova York nos anos 1970 representava uma utopia artística, com muita liberdade, mas na verdade era horrível (risos). Havia muito problema com crime e drogas, Richard Nixon era o presidente, as pessoas não estavam muito felizes. Mas foi uma época excitante para a música, embora não tão boa para quem estava cercado por aquelas roupas de nylon e poliéster (risos).

Como foi ter Martin Scorsese como diretor em seu primeiro trabalho de destaque?
Foi uma ótima experiência e um enorme aprendizado trabalhar com pessoas tão fantásticas. Marty foi o melhor instrutor que já tive, embora só tenha dirigido o episódio piloto da série. Sempre que Scorsese está envolvido, há uma atenção especial para o detalhe. Em todos os seus projetos, a música é algo muito importante, ele é um grande fã de rock’n’roll. E Vinyl é um projeto de pelo menos 10 anos; era para ser um filme, mas realmente parece bem apropriado para a TV, onde dá para mostrar muito mais.

Vinyl fala sobre música. Você acha que o tema ajuda a criar ainda mais expectativa pela série?
Música é um território sagrado e há uma enorme responsabilidade em não fazer bobagem. Neste sentido, acho que Mad Men abriu o caminho para nós ao ser um seriado que fala sobre um business. Por isso, há uma semelhança com o que estamos fazendo, já que mostramos as engrenagens de uma indústria muito complicada. Muitos fãs de música têm uma ideia de fora de como deve ser a indústria das gravadoras, mas é interessante ver de perto como as coisas realmente funcionavam.

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