Mini shopping vira tendência e ajuda novos microempresários de São José
Os mini shoppings viraram uma tendência nas regiões mais distantes do centro de São José dos Campos e estão ajudando na criação de novos microempresários, com a implantação de centros de comércio e serviços nos bairros. Atualmente, a cidade possui três Galerias do Empreendedor, como são chamados os locais.












Os mini shoppings viraram uma tendência nas regiões mais distantes do centro de São José dos Campos e com os pequenos centros de compra surgem novos microempresários. Atualmente, a cidade possui três Galerias do Empreendedor, como são chamados esses centros comerciais.
O programa é coordenado pela SDECT (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia) e executado pelo Cecompi (Centro para Inovação e Competitividade do Cone Leste Paulista), visando desenvolver outras regiões da cidade. O primeiros bairros que receberam os mini shoppings foram Putim, na região sudeste, Campo dos Alemães, na sul, e Mariana 2, na zona leste.
O ex-funcionário da GM, Carlos Roberto de Souza, 46 anos, abriu há cinco meses um café livraria no mini shopping Campo dos Alemães e destaca a vantagem do custo de aluguel do espaço, atualmente, R$ 300 por mês. “Se eu abrisse a mesma loja fora daqui sairia muito mais caro”, diz.
Cada unidade tem dez espaços para lojas, ocupados pelos vencedores do processo seletivo realizado pelo Cecompi. Hoje, o prazo máximo de permanência dos lojistas é de 30 meses. O objetivo desta rotatividade é formar o maior número possível de empreendedores, favorecendo a alternância e diversificação de negócios, além da inserção no mercado de trabalho.
Os empreendedores contam com a consultoria do Sebrae, que avalia com cada um deles questões básicas de gestão, como fluxo de caixa, marketing e finanças e emite sugestões de melhoria para seus negócios. Em geral, a conclusão dos lojistas que ocupam atualmente os três mini shoppings é favorável ao empreendimento.
O mini shopping Castelli, no Putim, foi o primeiro a ser implantado e Tânia Augusta de Mello Narvaes, está no local desde a inauguração, no fim de 2012. “No início era novidade, vinha pouca gente. Mas depois de alguns meses, o fluxo de clientes aumentou bastante e meu faturamento foi crescendo”, conta.
Segundo o Cecompi, os mini shoppings são diferentes de camelódromos. A proposta é o desenvolvimento empreendedor de pessoas que se candidatam a futuros empresários de sucesso. O resultado esperado é que esses candidatos estejam aptos a terem os seus negócios fora da galeria, ou seja, que após o período de incubação eles estejam aptos para desenvolverem seus negócios formalmente em outros ambientes.
Obrigações
As obrigações do microempresários são ser no mínimo micro empreendedor individual (formal), estar de acordo com o regimento interno da galeria, pagar uma contribuição associativa mensal e participar integralmente de todas ações de desenvolvimento do empreendedor e da empresa.
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