Ministério anuncia repasse de R$ 6 mi ao Hospital São Paulo
O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 2, o repasse de quase R$ 6 milhões que estavam previstos para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A verba, oferecida em parceria com o Ministério da Educação (MEC), faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais…

O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 2, o repasse de quase R$ 6 milhões que estavam previstos para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A verba, oferecida em parceria com o Ministério da Educação (MEC), faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) e será destinada à compra de medicamentos e insumos.
O hospital enfrenta grave crise financeira e, no dia 18 do mês passado, suspendeu cirurgias e internações eletivas – aquelas que não são de emergência. No mesmo dia, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou o repasse emergencial de R$ 3 milhões e o MEC informou que haveria o repasse do Rehuf para a unidade.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que a verba foi calculada de acordo com metas e indicadores de desempenho. A unidade vai receber R$ 5.995.775,69.
“Esse montante, pago em parcela única, vai reforçar o orçamento das instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) local.”
Por meio da assessoria da Unifesp, o Hospital São Paulo informou que a verba será usada para a “aquisição de medicamentos e insumos”.
O Hospital Estadual de São Carlos, administrado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), também foi beneficiado e vai receber R$ 813.165,98.
Greve. Desde 22 de junho, cerca de 1.100 médicos residentes do Hospital São Paulo estão em greve por melhores condições de trabalho e a categoria ainda negocia o retorno às atividades.
Mesmo com o repasse do Rehuf, não há sinalização para o fim da greve. “Esse recurso serve para a manutenção do hospital, mas não dá conta das reivindicações. Os residentes estão pedindo que não faltem insumos e medicamentos. Não é uma pauta corporativista”, diz Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Sobre a paralisação, o Hospital São Paulo disse que tem realizado reuniões com os grevistas e que está respondendo as documentações das assembleias.
Posts Relacionados

TST decreta fim da greve nacional dos bancários da Caixa Econômica Federal

Inadimplência no crédito atinge novo recorde em agosto, aponta Banco Central

Daniel Vorcaro pede para votar nas eleições e transfere título para a Papuda
