Ministério da Saúde recomenda mamografia a partir dos 40 anos

Mudanças ampliam diagnóstico precoce

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira que passará a recomendar o exame de mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem a presença de sintomas de câncer de mama. Até então, o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) indicava o rastreamento populacional apenas para mulheres entre 50 e 69 anos.

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A nova diretriz estabelece que, para a faixa etária de 40 a 49 anos, a mamografia será feita “sob demanda”, mediante decisão compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde, considerando riscos e benefícios individuais. Para mulheres entre 50 e 74 anos, fica mantido o rastreamento preventivo a cada dois anos. Já a partir dos 75 anos, a decisão será individualizada conforme histórico, comorbidades e expectativa de vida.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a medida como “histórica” e destacou que a recomendação amplia o acesso ao diagnóstico precoce em uma faixa etária que concentra quase um quarto dos casos de câncer de mama no país.

Dados, desafios e impacto esperado

O SUS realizou cerca de 4 milhões de mamografias para rastreamento em 2024, além de 376,7 mil exames diagnósticos.

Estima-se que a faixa de 40 a 49 anos concentre aproximadamente 23% dos casos diagnosticados de câncer de mama no Brasil.

Atualmente, exames realizados pelo SUS para mulheres com menos de 50 anos já representam 30% do total de mamografias feitas no sistema.

Apesar do avanço, a mudança traz desafios importantes:

Capacidade operacional – ampliar o acesso exigirá mais equipamentos, profissionais e estrutura.

Equilíbrio entre benefício e risco – em mulheres mais jovens, o tecido mamário é mais denso, o que pode aumentar resultados falso-positivos ou necessidade de repetição do exame.

Adesão e sensibilização – será necessário investir em campanhas de conscientização para mulheres e profissionais de saúde.

Integração com outras políticas – a nova diretriz se soma a outras iniciativas voltadas para prevenção e tratamento do câncer de mama.

Inovações e programas complementares

Unidades móveis de saúde da mulher, que vão percorrer 22 estados, oferecendo mamografia, ultrassonografia, punção, biópsia e consultas presenciais ou por telemedicina. A meta é realizar 120 mil atendimentos em outubro, com investimento de R$ 18 milhões.

A incorporação de novos medicamentos para o tratamento do câncer de mama no SUS, como o trastuzumabe entansina e os inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe).

A extensão da idade limite para rastreamento preventivo, que antes era até 69 anos e agora passou para 74 anos.

Perspectivas

A mudança representa um marco nas políticas de prevenção do câncer de mama no Brasil. O sucesso, no entanto, dependerá da capacidade de implementação da medida, com planejamento, investimento e acompanhamento dos resultados para garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos eficazes.

Tags:BrasildestaquerotativoSaúde e segurança do trabalhoPublicado em: