Mitos e verdades sobre a transmissão da dengue

Soluções sem fundamento espalham-se pela internet

Escrito por: Henrique Macedo2 min de leitura
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20151127_vistoria ccz dengue_São José dos Campos_(Divulgação/PMSJC)

Dengue já atingiu a marca de 170 mil casos até o mês de fevereiro

Divulgação



Que as redes sociais são território fértil para bobagens e inverdades todo mundo já sabe. A questão fica mais preocupante quando o assunto em questão é saúde pública. Por isso, vamos tentar esclarecer alguns pontos sobre o que é verdade e o que não é com relação à transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti.

A dengue já atingiu a marca de 170 mil casos até o mês de fevereiro no país. Em comparação com o mesmo período de 2015 – ano que foi recorde de incidência – o número representa um aumento de 46%.

Alguns boatos que circulam na internet, especialmente nas redes sociais, sugerem colocar vinagre na água que está em vasos, pneus, garrafas e demais criadouros. Outros recomendam o uso de borra de café na água das plantas.

De acordo com a médica Tereza Monteiro, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos, o que se tem como controle caseiro e que realmente dá resultado é o uso de cloro e sal de cozinha nos criadouros que não se consegue remover, como ralos e outros. “O ideal é que sejam removidos os outros tipos de criadouros, como pratinhos de planta, pneus, garrafas, entre outros”, alerta.

A coordenadora da Vigilância explica como está sendo feito o combate em São José dos Campos. “Temos intensificado o combate aos criadouros do mosquito, com visitas casa a casa, parcerias com Forças Armadas, Cruz Vermelha, Rotary, igrejas, escoteiros e capacitação de toda a rede de saúde para o atendimento dos pacientes. Também está sendo feita a divulgação das medidas protetoras e dos casos da doença na mídia, uso de drone quando há imóveis desabitados para procurar focos do mosquito, uso de ações fiscais e uso de teste rápido para diagnóstico de dengue.

A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) publicou um documento com orientações detalhadas de como evitar a proliferação do mosquito transmissor. Entre as recomendações, está a técnica de utilização de areia grossa em vasos de plantas. A recomendação é adicionar areia úmida no prato, em torno do vaso até a borda ou furo existente. Em caso de pratos com correntes, utilizar o mesmo procedimento, nivelando a areia no prato até a altura dos orifícios de sustentação da corrente.

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