Moradores apontam danos nas casas próximas as obras da Via Cambuí

Rachaduras nas paredes e muros são as principais reclamações dos joseenses

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Rachadura em um muro de casa na região sudeste de São José

Arquivo Pessoal / Whatsapp Meon / Karina

A defensoria pública e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) estão avaliando o impacto ambiental e danos aos moradores da zona leste e sudeste de São José dos Campos, supostamente causados pela obra da Via Cambuí, que teve início em fevereiro deste ano.

Moradores de bairros das regiões afetadas reclamam que as rachaduras em suas casas surgiram com a construção da nova via expressa, pelas ruas locais serem antigas e rota de um tráfego intenso de caminhões em direção ao canteiro de obras.

“Logo quando iniciadas as obras já começaram a aparecer as rachaduras, e não só em minha casa, como em casas vizinhas também”, disse Rinaldo Paiva, morador da rua Lívio Veneziane, no bairro Jardim Uirá.

Segundo o morador Max Barcellos, porta-voz dos moradores, os bairro do Sape, Guarani, Corinthinha e Cambuí já sofrem com problemas de alagamento há alguns anos, mas eles temem que a Via Cambuí possa vir a aumentar a quantidade de água desviada para a área residencial.

Os moradores apotam que a prefeitura havia promovido um acordo em uma audiência pública, em 2015, onde teria sido definido a realização de um estudo de macrodrenagem (que é a retirada do excesso de água do solo). Porém, o estudo teria sido prorrogado e ainda não teria sido crumpido, mesmo assim deram início as obras.

“Já temos problemas de alagamento devido ao funcionamento de apenas uma das três galerias de escoamento da água da chuva. Sem as obras de drenagem e impermeabilização do solo, é cert que teremos enchentes ainda mais desastrosas e não conseguimos nos mantes tranquilizados em relação a isso”, destaca Max.

Outro problema citado, é que a prefeitura teria um contrato com o BID onde as obras só poderiam ter tido início com a quitação dos terrenos desapropriados, que ainda não teriam sido apresentados.

Em fevereiro deste ano foi iniciada as obras do projeto Via Cambuí, que visa fazer a ligação das zonas sudeste e leste de São José dos Campos, desviando o fluxo de veículo por uma via expressa de 8,6 quilômetros, com previsão de entrega para outubro de 2019.

Outro lado

A Secretaria de Mobilidade Urbana declarou que as obras seguem normalizadas e que não há riscos aos moradores das regiões próximas. Confira abaixo a a nota na íntegra:

“A Prefeitura de São José dos Campos informa que as obras do complexo viário Cambuí estão em ritmo normal, e não há risco de atrasar o cronograma. Todas as diretrizes do BID estão sendo cumpridas. O processo de desapropriação dos imóveis para construção da via está em andamento. Quanto às reclamações sobre rachaduras nas casas, será feita inspeção para averiguar a situação.”

Sobre as enchentes a nota da Secretaria de Mobilidade Urbana foi a seguinte:

“A Prefeitura informa que o Complexo Viário Cambuí em nada interfere no escoamento superficial dos cursos de água ao longo do traçado. A obra está sendo executada de acordo com as diretrizes dos órgãos ambientais competentes.

O Plano Diretor de Macrodrenagem Urbana se refere a todo o município. No momento, os dados estão sendo analisados. O estudo prevê ações de curto, médio e longo prazo para diminuir as enchentes na cidade, principalmente na bacia do Córrego Cambuí, onde se localizam os bairros citados .”

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