Moradores de rua são motivo de preocupação em Lorena

Moradores próximos à rodoviária de Lorena tem demonstrado preocupação com relação ao crescente número de mendigos que estão se aglomerando no local.

Escrito por: Da redação3 min de leitura
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Grupo que ocupa área perto da rodoviária cerca carro; passageiros cobram solução

Francisco Assis/Jornal Atos

Moradores próximos à rodoviária de Lorena tem demonstrado preocupação com relação ao crescente número de mendigos que estão se aglomerando no local.

De acordo com um dos moradores, Otávio Augusto, há algum tempo que essas pessoas se estabilizaram no local e recebem comida de entidades, o que dificulta as intervenções realizadas pelo poder público. “Eles consomem drogas e ainda tem uma forma de arrecadação de dinheiro que, por muitas vezes, chegam a agredir os passageiros. Eles intimidam as pessoas”.

Os vizinhos da rodoviária desconfiam que esses moradores de rua tenham roubado as torneiras dos banheiros. Um funcionário de uma das empresas de ônibus chegou a ser atacado, quando tentou intervir a uma abordagem realizada por esses moradores de rua a um passageiro. Um boletim de ocorrência foi registrado e o agressor liberado.

O diretor do Creas (Centro de Referência Especializado Assistência Social), João Bosco da Silva, afirmou que diversas intervenções, por parte da Prefeitura, já foram realizadas. “Essas pessoas acham que estão em liberdade plena. Rompem com todos os limites da sociedade, mas se tornam prisioneiros das ruas. Quer pior prisão do que essa?”

A equipe do Creas realizou um mapeamento do município para identificar por onde essas pessoas passaram para retirá-las do local, tentam ganhar a confiança deles. “Elas querem atenção, querem ser respeitadas e não adianta violência com esse tipo de coisa, não. É atenção mesmo. E nós estamos oferecendo isso”.

Existe uma parceria entre o Executivo e a Casa da Acolhida da Adebepar (Adventistas de Belém do Pará) com dez leitos disponíveis, devendo abrir mais seis, onde essas pessoas podem passar o dia para poder cortar o cabelo, fazer a unha, tomar um banho, almoçar, fazer um lanche e para pernoite, a partir das dezenove horas até as sete horas da manhã.

O diretor falou ainda sobre as pessoas que levam comida ao local. “Não estamos aqui criticando, mas isso faz com que ele fique na rua. Enquanto nós do poder público estamos implantando programa para salvar estas pessoas, o fato de alimentar caridosamente, não estamos aqui, volto a frisar, criticando, respeitamos plenamente esses atos de boa vontade com relações a essas pessoas, mas isso dificulta o trabalho, porque aí ele fala: por que eu vou pro Capes? (sic) Por que eu vou pro Monte Sinai, se eu tenho tudo aqui”.

Não foi possível calcular o número exato de moradores de rua que ficam no local. Segundo Silva, eles costumam migrar de um local para outro.

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