Moradores do Santa Luzia voltam a pressionar prefeito de Guará

Devido à segunda paralisação, em menos de um ano, das obras de drenagem e pavimentação do bairro Santa Luzia, moradores iniciaram uma série de protestos para chamar a atenção do poder público de Guaratinguetá. Os manifestantes bloquearam a principal avenida do local, dr. Rafael Américo Ranieri, que liga a cidade a Potim e atearam fogo em colchões velhos.

Escrito por: Da redação3 min de leitura
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Com nova paralisação em obras prometidas para 2013, moradores iniciam série de protestos

Jornal Atos

Devido à segunda paralisação, em menos de um ano, das obras de drenagem e pavimentação do bairro Santa Luzia, moradores iniciaram uma série de protestos para chamar a atenção do poder público de Guaratinguetá. Os manifestantes bloquearam a principal avenida do local, dr. Rafael Américo Ranieri, que liga a cidade a Potim e atearam fogo em colchões velhos.

Para cobrar uma atitude dos vereadores, uma comissão de moradores do bairro foi até a sessão de Câmara na última quinta-feira (11). De acordo com um dos manifestantes, que se identificou como Wilson, apenas dois vereadores estão sempre no bairro para conferir o andamento das obras, Padre Reginaldo (PR) e Luiz Carlos Hummel, o Luizão (PR), morador do Santa Luzia.

De acordo com Wilson, o cronograma não foi seguido conforme prometido. Em fevereiro desse ano, os moradores do bairro já haviam realizado protestos devido a uma paralisação. Em uma reunião entre o prefeito Francisco Carlos Moreira (PSDB) e os manifestantes ficou acertado que as obras seriam finalizadas em setembro.

Um morador que preferiu não se identificar, por medo de retaliação, alegou que o prefeito chegou a dizer que quem vive no local já estava acostumado a comer poeira e que esperar mais um pouco não mudaria em nada.

O prefeito Francisco Carlos pediu calma à população. “Poderia, quando assumi o governo de Guaratinguetá, ter rompido o contrato. Não precisaria ter feito e o bairro estaria como estava antes”, garantiu o chefe do Executivo, que preferiu tentar fazer com que a empresa cumprisse o contrato. “A empresa veio aos trancos e barrancos, mas há problemas de medições com a Caixa Federal, que demorou pra fazer os pagamentos e agora se acertou. Foi feita uma reunião em São José dos Campos, com a nossa equipe técnica, mostrando à Caixa que ela já deveria ter liberado os pagamentos”.

Quanto aos novos prazos, o prefeito afirmou que a Caixa ficou de acertar o pagamento à empresa até o dia 25 deste mês e, em seguida, as obras deverão ser retomadas.

Caixa
A redação entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, que não retornou até o fechamento desta edição. Os moradores do bairro pretendem realizar um novo protesto, caso as obras não sejam retomadas. De acordo com as informações, eles pretendem proibir a entrada e saída dos ônibus que fazem a linha urbana no bairro, mas ainda não há uma data definida para isso.

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