Moradores fazem petição contra acesso à Dutra fechado no Santa Inês
CCR fechou definitivamente o acesso; abaixo-assinado está na internet










Os moradores de São José dos Campos que utilizavam o acesso à Dutra, que fica abaixo do viaduto do Santa Inês fizeram um abaixo-assinado contra o fechamento do acesso no km 139, sentido São Paulo, e vão encaminhar o documento para a CCR Nova Dutra (administradora da via) e Prefeitura de São José dos Campos.
Até o fechamento desta matéria, 413 pessoas já haviam assinado a petição pública, que está disponível na internet. Segundo o morador do Santa Inês I, Reginaldo Thiago Silva, a preocupação é o trânsito nas marginais da Dutra.
“Pelo menos pra mim, o pior trecho é lá na altura da marginal próximo do Makro (km 145). Lá no período da manhã fica parado, quem passa por lá sabe. O acesso que tínhamos abaixo do viaduto evitava que os moradores aqui da região congestionassem ainda mais aquele trecho, que já fica congestionado com os moradores daquela região”, diz.
O Meon esteve no viaduto do Santa Inês, às 8h20 da manhã desta quarta-feira (7) e o trânsito fluía bem, em alguns momentos com poucos carros, tanto na rotatória da entrada do bairro quanto na rotatória sentido Eugênio de Melo.
Na marginal da Dutra, sentido General Motors, o trânsito também era bom, assim como no viaduto que liga o bairro Vista Verde à Vila Tatetuba. A princípio, o pior trecho para quem sai da região do viaduto do Santa Inês e quer pegar a Dutra sentido São Paulo, é realmente na marginal da rodovia após o viaduto do Vista Verde (km 143) até o primeiro acesso a Dutra (km 145), onde o carro da reportagem ficou parado por alguns instantes.
O acesso para a Via Dutra feito pelo viaduto Santa Inês foi fechado definitivamente nesta segunda-feira (5). O local já havia sido interditado duas vezes para estudos e era palco frequente de acidentes e mortes. Em entrevista ao Meon, especialista e pessoas que foram vítimas da falta de segurança do antigo acesso, avaliaram a medida e falaram sobre alternativas para o trecho.
Estudo
Para fechar o acesso definitivamente, a concessionária CCR NovaDutra contabilizou dados de acidentes e congestionamentos no trecho do Santa Inês, primeiro com o acesso interditado por 30 dias, e depois, em pleno funcionamento.
A comparação entre os dois períodos revelou que, quando o acesso estava aberto, o número de acidentes no local aumentou em 11%. O estudo mostrou ainda que o acesso não alivia os congestionamentos, que sobem em 29% com a passagem para Dutra liberada no local.
O levantamento foi feito entre os kms 132 e 139 da rodovia no sentido São Paulo, entre 7h e 9h no período da manhã e 17h e 19h, durante a tarde. No sentido Rio de Janeiro, o tráfego não será alterado.
Opções
Quem mora na região do Santa Inês terá três opções par acessar a Dutra: o motorista pode usar a ponte que liga a Vila Tatetuba ao Vista Verde, por dentro do bairro; pode atravessar o viaduto Santa Inês e seguir pela avenida General Motors até a saída 144, perto da concessionária Veibrás, também na Vila Tatetuba ou seguir pela Dutra, sentido Rio de Janeiro, até o próximo acesso, no Eugênio de Melo, distante 4km, e fazer o acesso à rodovia.
Na petição pública, foram listados seis itens como argumentos para manter o acesso da Dutra no viaduto do Santa Inês aberto. São eles:
1 – Acidentes tem em toda a extensão da Dutra, não somente neste trecho. Será que a Via Dutra terá que ser fechada em toda a sua extensão?
2 – Se foi constatado que existe um aumento de acidentes neste trecho, no lugar de cercear o direito de ir e vir dos moradores, que dependem deste acesso, a via Dutra ou a Polícia Rodoviária Federal deveriam tomar medidas para evitar os acidentes, tais como fiscalização, radares, entre outros.
3 – O fechamento aumentará o congestionamento em Eugênio de Melo, na marginal da Dutra (GM), bem como no Makro.
4 – O congestionamento, citado no item 3, poderá gerar acidentes por dis- para ficar na frente e tentar chegar mais rápido ao local de destino.
5 – Os moradores do Condomínio Terra Nova, do Condomínio Jardim das Flores e os moradores da região do Santa Inês, Novo Horizonte, Campo Belo, entre outros, utilizarão a Dutra, quer seja por este acesso ou outro qualquer, mudar o acesso não mudará o transito na Dutra, nem as possibilidades de acidentes.
6 – O que evita acidente é a prevenção. A proibição a este acesso poderá gerar uma corrida para chegar primeiro e, este ato poderá gerar acidentes em outros pontos da Dutra, bem como dentro do perímetro urbano.
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