Moraes determina perícia médica em Bolsonaro

Ministro descarta prisão domiciliar no curto prazo

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica no ex-presidente Jair Bolsonaro no prazo de 15 dias. A decisão foi tomada após o magistrado considerar que os documentos entregues pela defesa não são atuais e insuficientes para avaliar a real necessidade de uma intervenção cirúrgica.

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A defesa de Bolsonaro solicitou na terça-feira (9) a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar, alegando agravamento de um quadro persistente de soluços, além da necessidade de avaliação clínica especializada. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão em uma sala de 12 metros quadrados na sede da Polícia Federal, espaço que, segundo relatos internos, tem sido alvo de reclamações pela limitação física e pela dificuldade de atendimento médico adequado.

Avaliação sobre possível transferência

Fontes ouvidas afirmam que Moraes estuda transferir Bolsonaro para um espaço maior, mas sem alteração do regime fechado. Uma das possibilidades consideradas seria a Papudinha, onde está preso o ex-ministro Anderson Torres.

Nos bastidores do STF, a avaliação é de que não há chance, no curto prazo, de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Para magistrados, pesarão na análise o reforço da imagem institucional do Supremo e o episódio da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, que agravou a desconfiança sobre um eventual benefício.

Risco diplomático e perspectiva futura

Há preocupação entre autoridades de que, caso seja autorizado a cumprir pena em casa, Bolsonaro busque refúgio em algum tipo de representação diplomática. Esse temor também pesa contra a concessão do pedido da defesa neste momento.

Para 2026, entretanto, interlocutores avaliam que a evolução das comorbidades do ex-presidente — que convive com crises recorrentes de soluço e episódios de enjoo — pode abrir caminho para uma eventual mudança de regime, caso o quadro clínico se agrave e seja comprovada a necessidade.

A perícia da PF deve ser decisiva para orientar os próximos passos do STF em relação à situação carcerária de Bolsonaro.

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