Alexandre de Moraes envia defesas de acusados de golpe à PGR
Prazo é de cinco dias para manifestação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou na noite de sexta-feira (8) as defesas dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 2022 para a Procuradoria-Geral da República (PGR). As petições das defesas foram protocoladas em conjunto, como havia sido antecipado pela CNN, e agora a PGR tem até cinco dias, a contar de segunda-feira (10), para se pronunciar sobre o caso.
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Após esse prazo, o processo será liberado para julgamento, com expectativas de que a análise aconteça ainda em março, conforme fontes ligadas ao STF. A decisão sobre a data de julgamento na Primeira Turma do STF ficará a cargo do ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado. A expectativa é de que o caso seja rapidamente pautado assim que Moraes autorizar o seguimento.
A acusação centralizada no “núcleo principal” da organização criminosa inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça) e Augusto Heleno (GSI), além de outros envolvidos como o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.
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Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF), tem se mostrado uma peça chave nas investigações. Caso seja condenado, ele poderá se beneficiar dos termos acordados na delação premiada.
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