Brasil registra 90 casos de Mpox rem 2026

Veja sintomas e comparação com números de casos no ano passado

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
mpox

A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto pele a pele e tem como característica principal o surgimento de lesões cutâneas. No entanto, segundo o infectologista Alexandre Naime, da Sociedade Brasileira de Infectologia, os primeiros sintomas costumam ser inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico nos dias iniciais.

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Sintomas iniciais

Nos primeiros dias, os sinais podem ser confundidos com outras viroses. Entre os sintomas mais comuns estão:

Febre

Dor no corpo

Dor de cabeça

Calafrios

Fraqueza

Irritação na garganta

Aumento dos linfonodos (adenomegalia)

As lesões de pele surgem geralmente entre um e três dias após o início da febre, embora possam aparecer antes. Elas começam como manchas planas ou levemente elevadas, evoluem para vesículas com líquido e, posteriormente, formam crostas que secam e caem.

A quantidade de lesões varia bastante — de poucas unidades a milhares — e pode atingir rosto, palmas das mãos, plantas dos pés, boca, olhos, órgãos genitais e região anal.

Transmissão e período de incubação

De acordo com o Ministério da Saúde, o período de incubação — intervalo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas — varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, especialmente durante relações sexuais. Dados oficiais indicam que, em 2026, 60% dos casos registrados foram associados a relações sexuais entre homens, 7% entre mulheres e 7% entre homens e mulheres.

A Organização Mundial da Saúde também aponta que o vírus pode ser transmitido por contato com objetos contaminados, animais infectados e, em menor proporção, por gotículas respiratórias em ambientes fechados, principalmente nos primeiros dias de sintomas. A transmissão cessa após a queda completa das crostas.

Evolução da doença

Em pessoas com sistema imunológico preservado, o quadro costuma ser leve e autolimitado, com duração de sete a 28 dias. Já em indivíduos imunossuprimidos, especialmente em estágios avançados de infecções que comprometem a imunidade, podem ocorrer complicações graves, como pneumonia e infecções neurológicas.

Situação no Brasil em 2026

O Brasil registra 90 casos nos dois primeiros meses de 2026, sendo 88 confirmados e dois prováveis, sem óbitos até o momento. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados.

São Paulo lidera com 63 casos, seguido por Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, com um caso cada. Há ainda mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 foram descartadas.

Comparação com 2025

Apesar de o número atual chamar atenção, o cenário é mais brando que o de 2025, quando o país encerrou o ano com 1.079 casos e dois óbitos.

Considerando as oito primeiras semanas epidemiológicas:

Semana 1: 14 casos (2025) x 12 (2026)

Semana 2: 46 x 15

Semana 3: 23 x 14

Semana 4: 33 x 16

Semana 5: 34 x 13

Semana 6: 47 x 11

Semana 7: 16 x 7

Semana 8: 31 x 2

No mesmo período de 2025 (até 20 de fevereiro), o país acumulava 244 casos. Em 2026, o total é significativamente menor.

Segundo o Ministério da Saúde, o país mantém vigilância ativa, com monitoramento por semanas epidemiológicas e estrutura do SUS preparada para diagnóstico precoce, manejo clínico e acompanhamento dos pacientes.

Tags:BrasildestaquerotativoSaúde e segurança do trabalhoPublicado em: