China e Rússia condenam ofensiva de EUA e Israel e alertam para “caos global”

Potências aliadas de Teerã classificam operação como violação da soberania iraniana e exigem reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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As duas principais potências aliadas do Irã, China e Rússia, reagiram duramente à ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel iniciada neste sábado (28/02). Em comunicados oficiais emitidos quase simultaneamente, Pequim e Moscovo condenaram o que chamaram de “agressão injustificada” e alertaram que a ação militar pode desencadear uma reação em cadeia com consequências imprevisíveis para a segurança mundial.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou a “Operação Fúria Épica” como uma violação flagrante da soberania nacional do Irã e das normas do Direito Internacional. Segundo o Kremlin, o uso da força ignora os esforços diplomáticos que vinham sendo feitos anteriormente.

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Pequim pede “máxima contenção”

A China, por meio do seu porta-voz diplomático, instou Washington e Tel Aviv a interromperem os ataques imediatamente. Para o governo chinês, a estabilidade do Médio Oriente é fundamental para a economia global, e qualquer tentativa de resolver a questão nuclear por meio de bombardeamentos apenas inflamará o extremismo e a instabilidade regional.

Estratégia no Conselho de Segurança

Diplomatas russos e chineses já indicaram que pretendem convocar uma sessão extraordinária no Conselho de Segurança da ONU. O objetivo é pressionar por uma resolução que condene os ataques de Israel e dos EUA, além de procurar garantias de que instalações civis e infraestruturas essenciais não sejam alvo de novos bombardeamentos.

Aliança Estratégica

A condenação não é apenas retórica. Analistas apontam que a Rússia e a China têm estreitado laços militares com o Irã nos últimos meses. O apoio destas potências pode encorajar Teerã a manter uma postura de resistência prolongada, contando com suporte logístico e diplomático do bloco euroasiático contra a pressão do Ocidente.

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