China intensifica controle sobre viagens ao exterior de professores e funcionários públicos

As autoridades chinesas estão ampliando uma campanha que obriga um número crescente de professores e funcionários do setor público a entregarem seus passaportes. Essa medida faz parte do chamado “gerenciamento de viagens pessoais ao exterior”, que permite ao governo monitorar e regular as saídas do país, determinando quem pode viajar, com que frequência e para […]

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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As autoridades chinesas estão ampliando uma campanha que obriga um número crescente de professores e funcionários do setor público a entregarem seus passaportes. Essa medida faz parte do chamado “gerenciamento de viagens pessoais ao exterior”, que permite ao governo monitorar e regular as saídas do país, determinando quem pode viajar, com que frequência e para quais destinos.

O movimento ocorre no contexto em que o presidente Xi Jinping reforça o controle estatal sobre a sociedade e busca reprimir a corrupção no setor público. Entrevistas com diversos professores e funcionários revelam que, em várias províncias, eles foram instruídos a entregar seus documentos, complicando ou, em alguns casos, inviabilizando viagens internacionais. Um professor de Sichuan mencionou que, para viajar, é necessário solicitar permissão ao departamento de educação local, e a expectativa é que os pedidos não sejam aprovados.

As regulamentações atuais têm suas raízes em normas de 2003, inicialmente destinadas a oficiais de médio e alto escalão, mas agora se estendem a um número maior de funcionários, incluindo professores de diversas províncias como Sichuan, Hubei, Anhui e Henan. Além disso, os servidores públicos que viajam são orientados a evitar contatos com grupos considerados “hostis”, sob pena de penalidades, que podem incluir a proibição de viajar por até cinco anos.

As restrições também afetam aposentados; um homem de 76 anos relatou que seu antigo empregador confiscou seu passaporte, impedindo-o de visitar a família. O Ministério das Relações Exteriores da China, por sua vez, declarou não ter informações detalhadas sobre a situação.

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