China pede que EUA libertem Maduro

Governo chinês pediu ainda a garantia de segurança para ele e sua esposa

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, além de garantir a segurança pessoal do casal. Em comunicado oficial, Pequim defendeu que a crise venezuelana seja resolvida por meio do diálogo e da negociação, classificando a deportação e a detenção como violações do direito e das normas internacionais.

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A manifestação ocorre após a confirmação, pelo governo americano, de uma operação militar em território venezuelano que resultou na captura de Maduro. Segundo a chancelaria chinesa, a ação representa uma afronta direta à soberania da Venezuela e ao princípio da não intervenção, pilares do direito internacional. O governo chinês afirmou ainda estar “profundamente chocado” com o uso da força por Washington contra um Estado independente.

Para Pequim, o episódio reflete um comportamento “hegemônico” que coloca em risco a paz e a segurança regional. A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.

Detenção nos Estados Unidos

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades americanas, Nicolás Maduro chegou a um centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado (3), após ser capturado durante a madrugada em Caracas. Antes disso, ele foi conduzido sob custódia à sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde passou por procedimentos formais de registro. Imagens do líder venezuelano escoltado por agentes foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca.

Em entrevista coletiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo avalia os próximos passos em relação à Venezuela e mencionou a intenção de conduzir o país por meio de um grupo em formação até uma eventual transição de poder, sem detalhar prazos ou o funcionamento desse arranjo.

Ainda no sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, serão julgados pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. Segundo Bondi, ambos foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armas de uso restrito.

A crise diplomática segue em escalada, com reações internacionais e expectativa sobre os desdobramentos políticos e jurídicos do caso.

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