Conflito entre EUA, Israel e Irã se expande pelo Oriente Médio
Ataques a aliados americanos na região eleva tensão global

Dias após os primeiros ataques lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28), o conflito ganhou novas proporções e passou a envolver diversos países do Oriente Médio, ampliando o número de mortos, provocando impactos na economia global e deixando milhares de passageiros retidos em aeroportos da região.
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Nesta segunda-feira (2), ataques retaliatórios iranianos atingiram alvos em Israel e em países do Golfo. Pelo menos 17 pessoas morreram, incluindo quatro militares americanos, segundo o United States Central Command (CENTCOM). Outras dezenas ficaram feridas.
Caças americanos abatidos no Kuwait
Três aeronaves militares dos Estados Unidos caíram no Kuwait após um aparente caso de “fogo amigo”, de acordo com o Exército americano. Os seis tripulantes conseguiram se ejetar e estão em condição estável. O incidente está sob investigação.
Vídeos geolocalizados por veículos internacionais mostram um dos caças em queda e o piloto saltando de paraquedas. O episódio elevou ainda mais a tensão na região do Golfo.
Hezbollah abre nova frente no Líbano
No Líbano, o grupo Hezbollah disparou projéteis contra uma base israelense ao sul de Haifa, afirmando agir em vingança pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Israel lançou uma série de bombardeios sobre Beirute e o sul libanês.
Autoridades locais informaram que ao menos 31 pessoas morreram nos ataques israelenses. O confronto é considerado um dos mais significativos desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “todas as operações permanecem em aberto”, sem descartar uma eventual ofensiva terrestre.
Mortes e destruição no Irã
No Irã, o Crescente Vermelho informou que pelo menos 555 pessoas morreram desde o início dos ataques conjuntos de EUA e Israel. Entre as vítimas, 165 estariam em uma escola primária feminina, segundo a mídia estatal iraniana.
Além disso, ao menos nove hospitais foram seriamente danificados. Um navio da Marinha iraniana atingido durante os bombardeios estaria afundando no Golfo de Omã, segundo o CENTCOM.
A morte de Khamenei marcou um ponto de inflexão no cenário político iraniano. Conforme a Constituição do país, o poder passa temporariamente a um conselho composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e pelo aiatolá Alireza Arafi, até que um novo líder supremo seja escolhido.
Países atingidos e impacto regional
Mísseis e drones iranianos também atingiram Israel, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e Arábia Saudita. Embora muitos projéteis tenham sido interceptados, alguns alcançaram seus alvos.
Em Israel, ao menos dez pessoas morreram, segundo o serviço de emergência Magen David Adom. No Golfo, incêndios foram registrados em prédios residenciais no Bahrein e em uma refinaria na Arábia Saudita. Em Dubai, imagens mostraram um hotel de luxo em chamas e passageiros evacuando áreas do aeroporto.
Espaço aéreo fechado e caos nos aeroportos
Com o fechamento parcial do espaço aéreo, grandes hubs internacionais como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos temporariamente. Companhias como Emirates, Etihad e Qatar Airways cancelaram operações de e para a região ao menos até a tarde desta segunda-feira (2), deixando milhares de passageiros impedidos de viajar.
Declarações de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito pode durar “cerca de quatro semanas”. Segundo ele, os objetivos principais são neutralizar ameaças iranianas e impedir que o país desenvolva uma arma nuclear.
Washington e Tel Aviv sustentam que a ação militar é preventiva, embora não tenham apresentado evidências públicas de que o Irã estivesse próximo de obter armamento nuclear.
Cenário incerto
Com múltiplas frentes abertas — Israel, Líbano, Golfo e território iraniano — e sem objetivos claramente delimitados, o conflito amplia o risco de desestabilização regional prolongada. Especialistas alertam para possíveis reflexos no mercado de petróleo, nas cadeias globais de suprimentos e na segurança internacional.
Enquanto isso, o Oriente Médio vive uma escalada que, a cada hora, parece mais distante de um desfecho diplomático imediato.
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