Dólar se aproxima de R$ 5,70 com tensão externa
Petrobras recua e puxa queda da Bolsa

O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (6), subindo 0,62% e encerrando o dia cotado a R$ 5,689. A valorização reflete o ambiente de cautela nos mercados, motivado por decisões da Opep+ e sinais de resiliência da economia dos Estados Unidos.
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Enquanto isso, o Ibovespa teve queda de 1,26%, finalizando o pregão aos 133.430 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que recuaram 2,81% (PETR3) e 3,73% (PETR4). O movimento seguiu o anúncio da Opep+, que decidiu antecipar o aumento na produção de petróleo — o que elevou a percepção de queda futura nos preços da commodity.
Além do impacto do petróleo, os investidores monitoram decisões importantes dos bancos centrais, como o Federal Reserve nos EUA, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil. No caso brasileiro, o mercado projeta um possível aumento de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
No exterior, o governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros, o que aumentou a tensão nas relações comerciais com países como a China. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que está em diálogo com autoridades americanas sobre o tema.
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O Boletim Focus desta semana trouxe ajustes nas projeções econômicas. A estimativa do dólar para 2025 foi elevada para R$ 5,86. Já a expectativa para o IPCA caiu para 5,53%, sinalizando revisão nas previsões de inflação. Pela primeira vez em meses, analistas reduziram a projeção da Selic para o próximo ano, agora em 14,75%.
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