Egito marca julgamento de jornalistas da Al-Jazira
Jornalistas da rede Al-Jazira acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana no Egito serão julgados a partir de 20 de fevereiro, informaram autoridades egípcias nesta segunda-feira. Desde a derrubada do presidente Mohamed Morsi do poder pelos militares em julho, a cobertura de eventos sangrentos contra a Irmandade feita pela rede Al-Jazira tem…

Jornalistas da rede Al-Jazira acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana no Egito serão julgados a partir de 20 de fevereiro, informaram autoridades egípcias nesta segunda-feira.
Desde a derrubada do presidente Mohamed Morsi do poder pelos militares em julho, a cobertura de eventos sangrentos contra a Irmandade feita pela rede Al-Jazira tem exasperado o governo interino do Egito.
A rede de TV baseada no Catar informou na semana passada que apenas “nove dos 20 detidos pertence ao quadro de funcionários da emissora”.
Serão julgados 16 egípcios e quatro estrangeiros, incluindo o australiano Peter Greste, os ingleses Sue Turton e Dominic Kane e a holandesa Rena Netjes.
Apenas oito dos acusados está na prisão, incluindo Greste, chefe do escritório da Al-Jazira no Cairo.
Os 16 egípcios são acusados de pertencerem a uma “organização terrorista e de colocar em risco a segurança nacional e a paz social”. Os quatro estrangeiros foram acusados de “colaborarem com os egípcios fornecendo dinheiro, equipamentos, informação e transmitirem notícias falsas com o objetivo de informar ao mundo que o país vive uma guerra civil”. Fonte: Dow Jones Newswires.
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