EUA registram surto da gripe aviária H7N9 após 7 anos
A cepa tem maior taxa de mortalidade do que a H5N1

Os Estados Unidos enfrentam um novo desafio com o surgimento do vírus da gripe aviária H7N9, detectado em uma granja no Mississippi, o primeiro surto dessa cepa desde 2017. A doença foi encontrada em uma instalação com 47.654 frangos, e já estão sendo tomadas medidas rigorosas, incluindo o abatimento do lote afetado e uma investigação detalhada sobre a disseminação do vírus.
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O H7N9 é mais perigoso que a cepa H5N1, responsável pelo aumento dos preços dos ovos e pela destruição de rebanhos em várias partes do mundo. Desde sua descoberta em 2013, o H7N9 causou a morte de 616 pessoas, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 39% entre os infectados. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem monitorado de perto o impacto dessa cepa, que gerou um grande número de mortes.
Enquanto o H5N1 segue causando preocupações globais, com sua propagação afetando até mamíferos, como vacas leiteiras nos EUA, o H7N9 representa uma ameaça ainda mais grave pela sua alta taxa de letalidade. A situação já crítica dos preços dos ovos no mercado global pode se agravar ainda mais com o avanço do H7N9.
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O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e as autoridades estaduais estão conduzindo uma investigação aprofundada sobre a origem e os riscos do surto, com o objetivo de prevenir sua propagação. Esse surto de H7N9 ocorre em um momento de grande instabilidade no setor avícola, e sua evolução pode intensificar ainda mais a crise de abastecimento de ovos e carne de frango.
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