Google diz que terá acordos para conteúdo gerado por IA

YouTube depende de licenças da indústria musical para operar

Escrito por: Meon2 min de leitura
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O Google indicou que quer ditar as regras sobre como rentabilizar suas ferramentas ao máximo mais uma vez quando se valer de conteúdo gerado com a inteligência artificial (IA).

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Recentemente, um acordo com a Universal Music Group foi feito para “desenvolver uma estrutura de IA para nos ajudar a trabalhar em direção aos objetivos comuns.”

A negociação demonstra que o Google está disposto a acertar acordos, estabelecendo novos direitos de propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, continua a argumentar que treinar resultados de pesquisa de IA baseado em notícias e livros, sem contrapartida, é uma relação justa com os respectivos setores.

Em abril, uma faixa intitulada “Heart on My Sleeve” de um artista chamado Ghostwriter977, com vozes geradas por IA de Drake e The Weeknd, tornou-se viral. A Universal Music Group, que representa Drake e The Weeknd, exigiu a remoção da faixa das plataformas de música.

Aplicativos como Spotify e Apple atenderam prontamente. No entanto, plataformas abertas como o YouTube apresentaram um desafio, pois geralmente não removem conteúdo do usuário sem uma violação clara de política. Então a solução da UMG foi alegar violação de direitos autorais baseada em uma amostra do produtor Metro Boomin na faixa.

Isso gerou uma complicação para o Google, que utiliza retirada de dados da internet para treinar seus sistemas de IA. Alegando que essas cópias são uso justo conforme a Seção 107 da Lei de Direitos Autorais, dos EUA.

Enquanto o YouTube depende de licenças da indústria musical para operar. Sem estas licenças, enfrentaria problemas legais e de reputação. Portanto, não surpreende que o YouTube tenha feito concessões à UMG. O chefe do YouTube, Neal Mohan, prometeu expandir o sistema Content ID para cobrir conteúdo gerado.

Diferente do Google que está utilizando sua influência sobre a web para obter dados para treinar seus modelos de IA. Com sua posição dominante, exerce pressão sobre editores de websites para acessar seus conteúdos e treinar seus modelos.

Ao mesmo tempo, o Google planeja responder diretamente às consultas de pesquisa usando IA, centralizado o tráfego na internet e reduzindo a transferência de usuários para outros sites.

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