Irã diz que prendeu três mil pessoas

Organizações estimam 19 mil presos

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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Autoridades de segurança do Irã afirmaram nesta sexta-feira (16) que cerca de três mil pessoas foram presas nos últimos dias, acusadas de integrar “grupos terroristas” ou de envolvimento direto nos protestos que atingem o país desde o fim de dezembro. A informação foi divulgada pela agência estatal Tasnim e representa uma rara admissão oficial sobre a dimensão da repressão promovida pelo regime iraniano.

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Apesar do anúncio, os números apresentados pelo governo são significativamente inferiores às estimativas de organizações independentes de direitos humanos. A HRANA, agência ligada à organização Human Rights Activists, com sede nos Estados Unidos, informou que mais de 19 mil pessoas já foram presas desde o início das manifestações, incluindo ao menos 169 crianças.

Segundo a HRANA, as detenções ocorreram em diversas cidades iranianas e fazem parte de uma ampla ofensiva das forças de segurança para conter os protestos, que começaram após episódios de insatisfação popular e rapidamente se espalharam pelo país. As autoridades iranianas, por sua vez, classificam os atos como ações promovidas por grupos extremistas e agentes externos.

Veículos de comunicação estatais divulgaram números diferentes de prisões ao longo da última semana, em alguns casos superiores aos informados nesta sexta-feira, o que gera dúvidas sobre a real dimensão da repressão.

Em Teerã, capital do país, a rotina começa a dar sinais de normalização após dias de protestos marcados por confrontos violentos. Ainda assim, moradores relatam um clima de apreensão, com receio de novas ações das forças de segurança e de uma possível escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos.

Os protestos no Irã seguem chamando a atenção da comunidade internacional, enquanto organizações de direitos humanos cobram mais transparência do governo e respeito às liberdades civis.

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